
O faturamento hospitalar é o elo entre a assistência prestada e a sustentabilidade financeira da instituição. No centro dessa engrenagem está o faturista hospitalar, profissional responsável por traduzir atendimentos complexos, procedimentos, materiais e medicamentos em contas auditáveis, de acordo com as regras das operadoras.
O faturista atua como guardião da receita hospitalar. Quando esse processo falha, o impacto é imediato: glosas, atrasos de pagamento, retrabalho operacional e pressão sobre o fluxo de caixa. Mesmo hospitais com excelência assistencial podem enfrentar sérias dificuldades financeiras se o faturamento não for preciso, rastreável e aderente às normas regulatórias.
Neste artigo, entenda o papel do faturista hospitalar, os desafios enfrentados na rotina, o impacto das glosas e como boas práticas aliadas à tecnologia podem transformar a gestão da receita.
Qual é o papel do faturista hospitalar na gestão da receita?
O faturista hospitalar é responsável por organizar, conferir e consolidar as informações assistenciais para garantir que cada serviço prestado seja corretamente remunerado. Isso exige domínio técnico, atenção aos detalhes e profundo conhecimento das regras do setor.
Na prática, esse profissional atua em três frentes principais:
Conformidade regulatória, assegurando aderência às normas da ANS e aos padrões TISS/TUSS.
Precisão financeira, evitando perdas por erros de lançamento, omissões ou inconsistências.
Integração assistencial, conectando informações de enfermagem, farmácia, centro cirúrgico e corpo clínico.
Nesse contexto, o faturista ultrapassa a função meramente operacional e atua como analista de inteligência de receita, antecipando riscos e prevenindo glosas antes do envio do XML.
Por que o faturamento hospitalar é tão complexo?
A complexidade do faturamento hospitalar não está apenas no volume de contas, mas na variabilidade de regras. Um mesmo procedimento pode ter exigências diferentes conforme a operadora, o tipo de contrato, o perfil do paciente, o regime de internação, a tabela de referência utilizada.
Além disso, grande parte dos dados necessários ao faturamento nasce fora do setor, em registros clínicos nem sempre padronizados. Isso transforma o faturista em um intermediário entre a assistência e o financeiro, lidando diariamente com informações fragmentadas.
Quais são os principais desafios da rotina do faturista hospitalar?
Apesar de sua relevância estratégica, a rotina do faturista ainda é marcada por atividades manuais e repetitivas, que consomem tempo e aumentam o risco de erro.
Entre os principais desafios, destacam-se:
Conferência de itens e documentos
Localização de evoluções, prescrições, autorizações e assinaturas espalhadas por diferentes sistemas ou setores.
Contagem e validação de insumos
Verificação manual de materiais e medicamentos utilizados, muitas vezes sem rastreabilidade adequada.
Revisão de lançamentos e kits cirúrgicos
Ajustes frequentes em kits que entram no sistema com divergências de quantidade, código ou valor.
Atualização constante de tabelas e contratos
Manutenção de múltiplas tabelas de preços, regras de cobertura e particularidades contratuais. Esse cenário gera sobrecarga operacional, reduz a capacidade analítica do faturista e aumenta a probabilidade de glosas evitáveis.
Como as glosas afetam o faturamento hospitalar?
O cenário de glosas (recusas parciais ou totais de pagamento pelas operadoras) no Brasil é de alto volume de desperdício de recursos. Dados de 2025 da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) mostram que o índice de glosas no Brasil chega a 15%, número superior à margem de diversos procedimentos.
O impacto vai além da perda financeira direta. Cria-se um ciclo de consequências indiretas que também geram desperdício de tempo.
Contas glosadas retornam para recurso.
O faturista interrompe o faturamento corrente.
O retrabalho se acumula.
O fluxo de caixa é comprometido.
A equipe opera constantemente sob pressão.
Esse ciclo aumenta custos operacionais, gera horas extras e impede o setor de evoluir para uma atuação mais estratégica.
Quais boas práticas ajudam a reduzir erros e retrabalho?
A solução é qualificar processos e ferramentas.
Algumas práticas essenciais incluem:
Auditoria interna preventiva: identificação de inconsistências antes do envio do XML, reduzindo glosas administrativas.
Integração entre faturamento e assistência: padronização de registros clínicos e alinhamento com enfermagem, farmácia e corpo clínico.
Uso de tecnologia especializada: automação da conferência de kits, validação de regras contratuais e cruzamento de dados.
Quando bem estruturadas, essas ações liberam o faturista do trabalho manual e repetitivo e ampliam sua capacidade analítica.
A visão Rivio
Na Rivio, acreditamos que o faturista hospitalar deve ser apoiado por tecnologia de alto nível, não sobrecarregado por tarefas manuais. Com a plataforma de IA da Rivio é possível automatizar etapas críticas do ciclo da receita hospitalar: desde o atendimento e auditoria médica até o envio do XML, passando pelos recursos de glosa após avaliação das operadoras.
A plataforma foi desenvolvida para identificar divergências, evitar perdas invisíveis, reduzir glosas e garantir que o hospital receba todo o valor a que tem direito. Em contrato, a Rivio se compromete a ressarcir o hospital em 100% se a glosa não for revertida.
FAQ – perguntas frequentes sobre faturista hospitalar
O que faz um faturista hospitalar?
Organiza, confere e processa as contas médicas para envio às operadoras, garantindo que o hospital seja corretamente remunerado pelos serviços prestados.
2. Quando é comemorado o Dia do Faturista Hospitalar?
No dia 10 de junho.
3. Qual é o maior desafio da profissão atualmente?
Lidar com o alto volume de glosas e com regras contratuais complexas e mutáveis entre operadoras.
4. Como reduzir o retrabalho no faturamento hospitalar?
Com padronização de processos, auditoria preventiva e uso de tecnologias de automação que validem dados antes do envio do XML.



