
Coordenação do cuidado no SUS e na saúde suplementar
Entenda quais os caminhos para integrar a jornada do paciente para elevar o desfecho clínico, reduzir desperdícios e garantir a sustentabilidade financeira da instituição ou do sistema de saúde público.
Imagine um paciente idoso, hipertenso e diabético, que visita três especialistas diferentes em um mês. Sem comunicação entre eles, ele acaba repetindo exames de sangue idênticos, recebe prescrições de medicamentos que interagem entre si e, confuso, termina no pronto-socorro com uma crise que poderia ter sido evitada.
Esse cenário de fragmentação drena recursos financeiros e prejudica a saúde das pessoas. A coordenação do cuidado, porém, é a prática que busca mudar esse cenário e transformar a assistência em uma jornada linear e segura.
O que é coordenação do cuidado?
Coordenação do cuidado é a organização intencional das ações de saúde para garantir continuidade, integração e coerência entre profissionais e serviços ao longo do tempo. Isso significa que o paciente não percorre o sistema de forma isolada. Os dados precisam circular entre os pontos de atenção por meio de padrões como o FHIR, garantindo que os encaminhamentos gerem retornos organizados.
A literatura sobre gestão de saúde demonstra que a ausência de comunicação estruturada compromete a resolutividade e enfraquece a continuidade terapêutica. Encaminhar não é coordenar. Coordenar é integrar decisões e acompanhar desfechos.
Como a coordenação do cuidado funciona no SUS?
No SUS, a coordenação é atribuída à Atenção Primária à Saúde (APS), que atua como a organizadora da rede. Segundo o Ministério da Saúde, a APS é responsável por acompanhar o usuário de forma integrada e articular a Rede de Atenção à Saúde (RAS).
Atualmente, essa integração ganha força com a Rede Nacional de Dados de Saúde (RNDS), que utiliza tecnologia para permitir que o histórico do paciente transite entre diferentes municípios e estados. Evitar a duplicidade de exames, o abandono de tratamentos e a sobrecarga desnecessária da média e alta complexidade são objetivos desse esforço do sistema de saúde.
Por que a coordenação é estratégica na saúde suplementar?
Porque ela impacta diretamente os desfechos clínicos, a experiência do beneficiário e a sinistralidade. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reconhece que modelos organizados são essenciais para a sustentabilidade do setor. Na prática, a ausência de coordenação favorece a repetição de exames e gera inconsistências documentais que elevam as glosas e impactam o faturamento.
Aspecto | Sistema fragmentado | Sistema com coordenação |
Jornada do paciente | Descontinuada e sem responsável definido. | Longitudinal, com equipe de referência. |
Uso de exames | Repetição frequente e desperdício. | Racionalidade diagnóstica. |
Internações | Maior taxa de reinternação. | Redução de eventos evitáveis. |
Custos | Variabilidade elevada e imprevisível. | Maior previsibilidade financeira. |
Registro clínico | Inconsistências e dados isolados. | Documentação estruturada (padrão FHIR). |
Quais mecanismos viabilizam a coordenação?
A coordenação depende de três pilares: modelo assistencial estruturado, protocolos clínicos e integração informacional.
Modelos como o Care Management ou a gestão de casos permitem a responsabilização contínua. Protocolos baseados em evidência reduzem variações desnecessárias. Por fim, a tecnologia de interoperabilidade viabiliza a comunicação efetiva. Com dados organizados, a coordenação não fica mais dependente de iniciativas isoladas.
Qual o impacto financeiro da coordenação do cuidado?
Ela atua como um mecanismo de preservação de margem. Reduzindo readmissões e o uso inadequado da alta complexidade, o hospital ou operadora economiza recursos em alta escala.
Além disso, jornadas organizadas geram documentação mais consistente, o que reduz glosas administrativas e melhora a previsibilidade do ciclo da receita.
A Visão Rivio
A complexidade do cuidado exige suporte tecnológico para monitorar fluxos e antecipar riscos. Ferramentas analíticas permitem identificar pacientes de alto risco (estratificação) e detectar lacunas na jornada assistencial, e a coordenação passa de mera intenção para processo sistematizado. A tecnologia permite também migrar de um modelo reativo para um modelo preditivo.
A Rivio é uma empresa que usa inteligência artificial para gerenciar todo o ciclo da receita hospitalar, aumentando o faturamento e a eficiência operacional.
Da auditoria ao recebimento, nossa tecnologia analisa registros clínicos, cruza informações com as contas hospitalares, identifica e corrige glosas, realiza o envio do XML e gerencia os recursos de glosa, tudo de forma automática.
Com a Rivio, os hospitais e as clínicas deixam a burocracia nas mãos da IA, podendo focar no que realmente importa: cuidar da saúde da população brasileira.



