FHIR: conheça esse padrão internacional de interoperabilidade

FHIR: conheça esse padrão internacional de interoperabilidade

FHIR: conheça esse padrão internacional de interoperabilidade

Descubra como o Fast Healthcare Interoperability Resources colabora para a troca de dados em saúde, conectando a assistência ao faturamento para reduzir falhas, otimizar a auditoria e garantir a sustentabilidade do ciclo da receita.

Rivio

Redação

17 de fev. de 2026

5 minutos

17 de fev. de 2026

5 minutos

Com o setor da saúde cada vez mais orientado por dados, padronizar e integrar informações clínicas e administrativas se tornou essencial para a gestão hospitalar. A interoperabilidade permite que sistemas distintos compartilhem dados de forma estruturada e segura.

Entre as iniciativas que impulsionam esse avanço está o Fast Healthcare Interoperability Resources (FHIR), uma padronização criada para viabilizar a troca eficiente de informações em saúde. Neste artigo, entenda como a adoção do FHIR impacta indicadores assistenciais, financeiros e de governança hospitalar.

O que é o FHIR e como ele funciona na prática?

O FHIR é uma especificação internacional de interoperabilidade em saúde desenvolvida pela Health Level Seven International (HL7). Trata-se de um modelo de código aberto, construído para permitir que diferentes sistemas compartilhem informações clínicas e administrativas com estrutura e consistência. Esse compartilhamento contínuo é a base da interoperabilidade na saúde.

Sua arquitetura foi desenhada para operar com tecnologias amplamente utilizadas na web, como APIs REST, além de formatos como JSON e XML. Essa escolha técnica facilita a integração entre prontuários eletrônicos, sistemas hospitalares, operadoras e plataformas digitais, reduzindo barreiras técnicas na troca de dados.

O FHIR organiza as informações em unidades chamadas resources (recursos). Cada uma representa um elemento específico do cuidado ou da gestão. Entre as principais estão:

  • Patient (Paciente): dados demográficos e identificação do indivíduo atendido.

  • Observation (Observação): resultados de exames, sinais vitais e medições clínicas.

  • Procedure (Procedimento): intervenções clínicas ou diagnósticas realizadas.

  • Encounter (Atendimento): registro do contato assistencial entre paciente e instituição.

  • Claim (Cobrança/Guia): informações utilizadas para cobrança e faturamento junto às operadoras.

Cada resource tem regras claras de validação. Isso favorece a interoperabilidade semântica, ou seja, não apenas a transmissão de dados, mas o entendimento uniforme dessas informações entre sistemas distintos.

Como o FHIR impacta o ciclo da receita hospitalar?

O ciclo da receita hospitalar compreende todas as etapas que vão do registro do atendimento até a entrada do recurso financeiro na instituição. Envolve cadastro, autorização, registro assistencial, codificação, faturamento, auditoria e pagamento. Qualquer inconsistência nesse fluxo pode gerar atrasos, retrabalho ou glosas.

O FHIR se torna relevante exatamente neste ponto. Ele reduz divergências entre o que foi realizado na assistência e o que será apresentado para cobrança. Quando dados como procedimentos, exames e atendimentos são registrados de forma organizada e interoperável, há menor risco de perda de informação no momento do faturamento.

Um exemplo prático: se um Procedure (Procedimento) é registrado no prontuário eletrônico com campos corretamente preenchidos e padronizados (data, profissional responsável, código do procedimento e justificativa clínica), essas informações podem ser automaticamente integradas ao Claim (Cobrança). Isso diminui a necessidade de digitação manual e reduz falhas de consistência.

Além disso, o uso de APIs facilita a troca de dados entre hospital e operadora. Em vez de arquivos estáticos enviados periodicamente, é possível trabalhar com integração quase em tempo real, o que aumenta a rastreabilidade do processo.

Como mencionado, a interoperabilidade semântica também é fundamental. Não basta que dois sistemas se conversem; é necessário que se entendam. Quando há uniformidade no significado de cada informação registrada, reduz-se o risco de divergências na auditoria e de questionamentos posteriores.

Vale destacar que o FHIR por si só não elimina falhas operacionais. Ele fornece a estrutura. O ganho financeiro depende de governança de dados, processos bem definidos e ferramentas capazes de analisar essas informações de forma inteligente.

Como o FHIR potencializa o uso de inteligência artificial na saúde?

Modelos de inteligência artificial dependem de dados estruturados, consistentes e interoperáveis. Quando as informações clínicas e administrativas estão fragmentadas ou registradas em formatos distintos, a análise automatizada perde precisão.

O FHIR organiza dados em resources com campos definidos e terminologia padronizada, e isso cria uma base confiável para algoritmos de análise, detecção de padrões e validação automática de regras clínicas e administrativas. Em resumo, o FHIR não é apenas um modelo de troca de informações. Ele estabelece a infraestrutura necessária para que soluções analíticas operem com maior precisão e escalabilidade.

A visão Rivio

O FHIR estabelece uma base estruturada para dados clínicos e administrativos. Quando essa base é integrada a mecanismos de inteligência artificial, torna-se possível analisar registros assistenciais em escala, identificar inconsistências antes do faturamento e aumentar a previsibilidade financeira da instituição.

A Rivio aplica inteligência artificial para gerenciar de ponta a ponta o ciclo da receita hospitalar, com foco em aumento de faturamento e eficiência operacional. Da auditoria ao efetivo recebimento, a tecnologia analisa registros clínicos, cruza informações com as contas hospitalares, identifica e corrige glosas, realiza o envio do XML e gerencia recursos de forma automatizada.

Com a Rivio, hospitais e clínicas direcionam menos energia à burocracia operacional e ampliam a capacidade de gestão estratégica, mantendo o foco na qualidade assistencial e na sustentabilidade financeira. 

Rivio, a inteligência artificial 

dos hospitais eficientes

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