Cases/ Hospital Sírio-Libanês + RIVIO
Referência em tecnologia hospitalar, o Sírio-Libanês recupera R$ 7,5 milhões em um único mês sem atender um paciente a mais.
Entre as primeiras instituições do país a instrumentar o ciclo de receita com inteligência artificial, o hospital passou a medir mês a mês quanto a tecnologia devolve em cada conta.
- Período apurado
- Julho de 2026
- Contas
- 25.736
- Apontamentos
- 107.732
- Resultados
- R$ 7,70 milhões
Espaço para depoimento de um interlocutor. Pode ser da própria instituição ou de outra que já opere com a Rivio, como faz a Palantir na página da Airbus, em que a citação vem de uma companhia aérea usuária e não do cliente principal. Nenhuma aspa foi redigida aqui: ela precisa ser dita por uma pessoa real e aprovada por ela.
Antonio Pereira
Diretor Geral Administrativo do Hospital Sírio-Libanês
01/ O desafio
O Sírio-Libanês opera duas unidades de alta complexidade, em São Paulo e Brasília. Cada conta carrega milhares de itens, verificados contra dezenas de contratos de operadora cujas regras mudam toda semana. Só na etapa de auditoria, mais de 25 mil contas são finalizadas por mês.
Entre o atendimento ao paciente e o dinheiro no caixa existem oito etapas, e a auditoria da conta é apenas uma delas. Dentro dessa etapa há ainda três fases distintas de revisão. Em volume de alta complexidade, revisar item por item, em todas as contas, todo mês, deixou de ser alcançável por trabalho humano há muito tempo.
O que o hospital levou para a mesa foi uma lista de perguntas que a operação precisava responder todo mês, com número em cima:
Quantos itens são prestados ao paciente e não chegam à fatura, e quanto isso vale por mês?
Quais contas vão voltar glosadas da operadora, e por qual motivo específico?
Quantas contas poderiam ser encerradas sem intervenção humana?
Quanto cada real que passa por uma auditoria automatizada devolve para o hospital?
E o resultado disso melhora de um mês para o outro, ou fica parado?
02/ A solução
A Rivio passou a operar a auditoria da conta sobre uma fatia definida do faturamento das duas unidades, com o restante seguindo no processo tradicional, e instalou medição em cima de cada indicador.
Cada conta é lida contra uma base de mais de 2.500 regras, distribuídas em honorários, materiais, OPME, medicamentos, pacotes, taxas, procedimentos, diárias, exames, gases medicinais, curativos e nutrição. Em julho, 206 dessas regras foram acionadas nas duas unidades.
Quando uma regra encontra divergência entre o que foi executado, o que está documentado e o que está contratado, ela gera um apontamento na conta, com a evidência anexada. Conta sem divergência é encerrada automaticamente. Conta com apontamento vai para o auditor, que decide.
Onde a tecnologia opera hoje
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01
Verificação e autorização
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02
Lançamento de itens
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03
Auditoria da conta
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04
Fechamento
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05
Protocolo e faturamento
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06
Envio à operadora
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07
Análise de glosa
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08
Recurso e conciliação
Uma das oito etapas do ciclo, na fase retrospectiva da auditoria. As sete demais seguem no processo tradicional e não entram nesta apuração.
O que muda no dia do auditor
O auditor continua sendo quem decide. O que mudou é o começo do dia dele: quando ele abre a conta, o ponto já está apontado, com a evidência anexada e o valor calculado. O julgamento clínico vai para a exceção que exige gente, e o resto chega resolvido.
No ritmo humano, revisar item por item as 25.736 contas de julho levaria mais de 10 mil horas de trabalho. É o mês inteiro de mais de 60 pessoas dedicadas só a reler contas já dadas como prontas.
03/ O resultado
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R$ 7,50mi
de resultado apurado em julho de 2026, nas duas unidades
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+30,7%
de crescimento do resultado de junho para julho
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50,5%
das contas encerradas sem toque de auditor
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33.035
itens incluídos ou corrigidos nas contas do mês
O resultado por conta finalizada é derivado. Ver nota metodológica.
Como o resultado se compõe
Inclusões são itens que o hospital prestou ao paciente e que não haviam chegado à fatura: medicamento administrado, material consumido no centro cirúrgico, item cobrado abaixo do valor contratado.
são itens ajustados antes de a conta sair de casa. Cada um deles seria enviado à operadora, voltaria recusado semanas depois e abriria um ciclo de recurso, reenvio e espera. A conta sai limpa na primeira tentativa, o que encurta o caminho até o pagamento.
Inclusões e exclusões por unidade, julho de 2026
Valores apurados na base do ERP. A altura total da barra é o resultado da unidade no mês.
O resultado melhora de um mês para o outro
De junho para julho, o resultado consolidado subiu 30,7%, de R$ 5,74 milhões para R$ 7,50 milhões, com o mesmo time e sobre a mesma carteira de contas. O que mudou foi a maturidade das regras e a fatia da operação coberta pela auditoria.
Resultado consolidado por mês, abril a julho de 2026
Junho e julho são valores apurados. Abril e maio foram lidos dos gráficos do acompanhamento mensal e aparecem marcados como estimados.
Metade das contas o auditor não precisa abrir
Em Brasília o fechamento automático saiu de 13,0% em junho para 58,1% em julho, o salto mais rápido das duas unidades, puxado pela entrada em regime da operação local. Em São Paulo houve recuo de 4,0 pontos, de 54,1% para 50,1%, no mesmo mês em que o volume de apontamentos quase dobrou, de 52.892 para 102.240. Mais apontamento gerado encaminha mais conta para decisão humana, e é isso que o indicador registra.
Fechamento automático por unidade, abril a julho de 2026
Percentual de contas finalizadas sem toque de auditor. O trecho tracejado cobre os meses estimados.
Brasília, a unidade em rampa
A base de cálculo de Brasília mostra a curva de entrada com precisão de mês. O volume de contas finalizadas mais que dobrou entre abril e julho. A queda do ticket médio em julho acompanha a abertura do escopo para contas de menor valor, que antes não passavam pela auditoria.
Base de cálculo da unidade de Brasília
Valores apurados na base do ERP, abril a julho de 2026.
| Mês | Contas finalizadas | Ticket médio | Variação do ticket |
|---|---|---|---|
| Abril | 525 | R$ 15.875,02 | --- |
| Maio | 693 | R$ 16.848,03 | |
| Junho | 779 | R$ 19.181,89 | |
| Julho | 1.149 | R$ 11.906,01 |
Impacto médio por conta auditada
Este indicador divide o resultado do mês pelo número de contas finalizadas, e responde a uma pergunta prática: quanto a auditoria devolve, em média, a cada conta que passa por ela. Qualquer hospital pode multiplicá-lo pelo próprio volume de contas para estimar a ordem de grandeza do seu caso.
É um valor bruto, de impacto sobre a receita. O retorno líquido depende do custo do serviço, que fica fora desta apuração. A diferença entre as duas unidades vem do perfil das contas. Brasília tem maior peso de internação, com contas mais longas, mais itens lançados e valor médio bem mais alto, então cada conta auditada carrega mais oportunidade.
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São Paulo
R$ 252
de impacto médio · 24.587 contas finalizadas em julho, com predomínio de ambulatorial e emergência.
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Brasília
R$ 1.137
de impacto médio · 1.149 contas finalizadas em julho, com maior peso de internação.
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Consolidado
R$ 291
de impacto médio · 25.736 contas finalizadas nas duas unidades.
Impacto bruto sobre a receita, sem dedução do custo do serviço. Cálculo: resultado apurado no mês dividido pelo número de contas finalizadas.
04/ O que vem agora
A auditoria da conta é a primeira das oito etapas entre o atendimento e o caixa.
O plano do hospital é instrumentar cada uma das outras sete com a mesma régua de medição já aplicada nesta.
Era por isso que essa receita ficava onde estava: a conta do trabalho humano nunca fechou, e a tecnologia capaz de fazer isso em escala chegou agora. Hoje a auditoria lê todas as contas, todo mês. O que era inviável virou rotina de operação.
E o efeito não termina no caixa. Cada real recuperado é um real que o hospital não precisa buscar em outro lugar. Ele vira plantonista contratado, vira leito aberto, vira equipamento novo, vira exame que sai no mesmo dia. Num hospital de referência, receita recuperada volta para o paciente.
R$ 7,5 milhões em um mês é o que a primeira etapa devolveu.
Nota metodológica
- Fonte
- Extração direta da base do ERP das unidades de São Paulo e Brasília, com apuração mensal.
- Período
- Julho de 2026 para os indicadores do mês; abril a julho de 2026 para as séries.
- Escopo
- Auditoria da conta, uma das oito etapas do ciclo de receita, na fase retrospectiva. As fases concorrente e de consenso não estavam ativas no período.
- Cobertura
- Uma fatia definida do faturamento de cada unidade, em ampliação progressiva. O restante segue no processo tradicional e não é medido por esta apuração. Os percentuais de cobertura e os volumes financeiros auditados são informação da instituição e não são divulgados.
- O resultado inclui
- Inclusões, itens prestados e não faturados que passaram a ser cobrados; e exclusões, itens ajustados antes do envio à operadora.
- Não inclui
- Efeito das outras sete etapas do ciclo, variação do prazo médio de recebimento e recuperação obtida em recurso de glosa junto às operadoras.
- Valores derivados
- O impacto médio por conta sai do resultado apurado dividido pelo número de contas finalizadas no mês. É valor bruto sobre a receita, sem dedução do custo do serviço, e portanto não representa retorno sobre investimento. As mais de 10 mil horas partem do parâmetro de 40 horas por 100 contas no processo manual, aplicado ao volume de julho.
- Valores estimados
- Abril e maio de 2026 vêm da leitura dos gráficos do acompanhamento mensal, sem extração direta da base, e aparecem marcados como estimados em todos os gráficos. Junho é derivado das variações percentuais publicadas e confere com a soma de inclusões e exclusões do mês.
Definição dos indicadores
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Inclusão
Item identificado como prestado ao paciente e ausente da conta, ou cobrado abaixo do valor contratado, que passa a ser faturado.
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Exclusão
Item retirado ou corrigido na conta antes do envio à operadora, por divergência entre o executado, a documentação e o contrato.
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Apontamento
Alerta gerado por uma regra da base sobre uma conta específica. Pode virar inclusão, exclusão ou ser descartado pelo auditor.
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Fechamento automático
Percentual de contas finalizadas na auditoria sem nenhuma intervenção de auditor humano.
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Taxa de efetividade das regras
Proporção de apontamentos gerados que foram efetivamente tratados. Em julho: 41,5% em São Paulo e 23,8% em Brasília.
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Cobertura
Fatia do faturamento da unidade que passa pela auditoria da Rivio no período.