Diagnóstico Rivio/ Ciclo de receita

R$ 55,6 milhões por ano em um hospital que estava dentro da média do setor.

Em um hospital privado de alta complexidade, o diagnóstico mediu em cinco frentes quanta receita a instituição produzia sem conseguir cobrar.

Cobertura de vidro de um hospital, vista de baixo
Período
Jul a dez de 2025
Contas
66.524
Escopo
5 frentes do ciclo
Oportunidade anual
R$ 55,6 milhões

Dados reais de um diagnóstico de benchmark Rivio. Hospital e operadoras anonimizados. Os valores desta página são oportunidade identificada, apurada sobre contas reais, e não receita já recuperada em caixa.

O diagnóstico acontece com o hospital funcionando. Nenhuma rotina é suspensa, nenhuma equipe sai do trabalho dela, e a operação segue faturando durante as quatro semanas de apuração.

01/ Como o diagnóstico é feito

  • 04 Semanas, em paralelo à operação
  • 02 Perfis trabalhando juntos
  • 07 Áreas entrevistadas em profundidade
  • 05 Frentes do ciclo de receita
  • 00 Rotina do hospital interrompida

Quem faz o trabalho

Dois perfis sentando juntos, porque ler uma conta de alta complexidade exige competências que raramente moram na mesma cadeira.

Engenheiros de IA Implementam agentes desenvolvidos para as regras de auditoria e faturamento hospitalar.

Enfermeiros auditores Anos de operação hospitalar; a leitura clínica orienta qual regra faz sentido.

Agentes de auditoria em produção Regra com fundamento clínico, aplicada em 100% das contas do lote.

Ler uma conta exige as três ao mesmo tempo

  1. 1 Julgamento clínico O medicamento foi administrado naquela dose?
  2. 2 Conhecimento contratual O que esta operadora aceita cobrar?
  3. 3 Domínio de precificação O valor cobrado é o que o contrato determina?

As três competências aparecem na mesma conta, muitas vezes no mesmo item. É por isso que o par de perfis trabalha lado a lado durante toda a apuração.

Tecnologia e conversa, na mesma apuração

Duas trilhas rodam em paralelo durante as quatro semanas, e é o encontro das duas que produz resultado utilizável. Um indicador fora do padrão só vira ação quando alguém sabe qual decisão do dia a dia o produziu.

Trilha 1 / leitura da base

Prazo real de cada etapa Conta por conta, da alta até o envio
Preço contra contrato Brasíndice, Simpro e CBHPM, por vigência
Item da conta, em todas elas Medida no lugar de estimativa

Trilha 2 / entrevistas em profundidade

Sete áreas do ciclo Elegibilidade, cobrança, faturamento, glosas, contratos, indicadores e sistemas
O processo como ele acontece Na quarta-feira à tarde, com as exceções
O motivo por trás do número Contornos que nenhuma base registra

Oportunidade com endereço Quanto vale, onde está, e qual ajuste de processo a libera

Nenhuma das duas trilhas fecha o diagnóstico sozinha: a leitura da base mede o tamanho, e a entrevista explica a causa que torna o número acionável.

Por que a tarefa é grande

Uma conta de alta complexidade carrega milhares de itens, conferidos contra dezenas de contratos e três tabelas de mercado que mudam de vigência ao longo do ano. Nesta instituição, 66.524 contas passaram pelo faturamento em seis meses. Conferência item por item, em todas elas, todo mês, é volume que nenhuma equipe absorve à mão, e é exatamente onde a tecnologia entra.

Governança do dado

Dado de faturamento hospitalar é informação sensível, com finalidade definida. A apuração roda dentro desse perímetro: escopo contratado, finalidade de auditoria de conta e faturamento, acesso acompanhado pela própria instituição, e resultado demonstrado em um lote pequeno antes de qualquer conversa sobre ampliar.

O que sai no fim

Oportunidades acionáveis desde já, com a operação atual e o time atual. Cada frente aponta onde existe receita a recuperar, quanto ela vale e qual ajuste de processo a libera. As perguntas que o diagnóstico responde:

  • 01Quantos itens são prestados ao paciente e não chegam à fatura, e quanto isso vale por mês?
  • 02Quais motivos de glosa se repetem, e quanto de cada um poderia ser evitado antes do envio?
  • 03Quanto tempo cada etapa do faturamento consome, da alta até a conta chegar à operadora?
  • 04O cadastro de preços, pacotes e materiais está aderente ao que os contratos determinam?
  • 05Qual o tamanho da distância entre esta operação e a de hospitais que já automatizaram o ciclo?

02/ A profundidade

  • 2.500+

    Regras na base de auditoria

  • 4.658

    Contas no lote de teste

  • 66.524

    Contas com prazo medido

  • 1,74s

    Para ler uma conta inteira

A apuração desce ao item da conta, e não à conta. Um paracetamol a menos numa diária de UTI, um curativo sem cobrança, um pacote com percentual trocado. É nesse nível que a receita se perde, e é nesse nível que o diagnóstico precisa olhar para produzir número defensável.

Cinco frentes cobrem o ciclo inteiro, do momento em que o paciente é autorizado até a conciliação do que a operadora pagou.

  • Frente 1 Mapeamento de processo em 7 pilares
  • Frente 2 Subfaturamento, por reprocessamento de contas
  • Frente 3 Glosas, por histórico e motivo ANS
  • Frente 4 Pipeline de faturamento, etapa por etapa
  • Frente 5 Cadastro contra contrato e tabelas de mercado

Duas medições mecânicas

Um plug-in lê o sistema de gestão e produz duas coisas que ninguém precisa estimar.

O que o plug-in mede na base

O relógio de cada etapa do faturamento, e a aderência do cadastro ao que os contratos determinam.

Medição 1 / O relógio de cada etapa

Alta Paciente sai
Medido
Conta fechada Conferência concluída
Medido
Remessa Lote montado
Medido
Envio à operadora

Conta por conta, com a distribuição e os casos extremos, no lugar da média que todo mundo estima.

Medição 2 / O cadastro contra o que foi contratado

  • Cadastro do sistema Pacotes, taxas, materiais, preços
  • Contrato da operadora O que aquele plano aceita pagar
  • Tabelas de mercado Brasíndice, Simpro, CBHPM, por vigência

Cruzamento linha por linha

Divergência com valor em reais

As duas medições não dependem de ninguém lembrar de nada: uma lê o carimbo de tempo de cada etapa, a outra compara cada linha de cadastro com o documento que a governa.

O lote de teste

Os agentes entram operando em um lote real. Eles reprocessam contas que o hospital já havia fechado e enviado para cobrança, lendo cada uma contra um escopo de regras adaptado à realidade contratual do hospital. A base completa da Rivio tem mais de 2.500 regras, divididas em honorários, materiais, OPME, medicamentos, pacotes, taxas, procedimentos, diárias, exames, gases medicinais, curativos e nutrição; deste diagnóstico participou o recorte que o contrato e a operação da instituição pedem. Quando uma regra encontra divergência entre o executado, o documentado e o contratado, o agente aponta o item com a evidência anexada. Neste diagnóstico, foram 4.658 contas.

Reprocessar conta já fechada é a prova mais dura que existe, e é de propósito. Tudo o que os agentes encontram ali já tinha passado pelo processo do hospital e sido dado como pronto por gente competente. O que aparece é o que só aparece quando a leitura desce ao item, em todas as contas, sem cansar.

03/ O que encontramos

Este é um bom hospital. É o que torna o resultado incômodo.

O prazo médio de recebimento da instituição era de 75,4 dias, praticamente o do mercado, que a Anahp mede em 73. A receita produzida e não cobrada ficava em 5,25% ao mês, dentro da faixa de 5% a 8% que o setor conhece e trata como normal. Nenhum indicador estava fora do padrão que a saúde privada brasileira aceita.

E é de uma operação assim que saíram R$ 55,6 milhões por ano.

  • R$ 55,6 mi

    De receita adicional identificada em doze meses

  • 5,25%

    Da receita do mês em itens prestados e nunca cobrados

  • 94%

    Das contas analisadas com alguma divergência

  • 40 dias

    De redução possível no prazo médio de recebimento

Oportunidade identificada sobre contas reais, apurada na base do ERP. Ver nota metodológica.

De onde vêm os R$ 55,6 milhões

Quatro frentes com valor financeiro apurado, em base anual.

As quatro frentes somam R$ 55,6 milhões. A frente 1, de mapeamento de processo, produz diagnóstico de maturidade sem valor financeiro próprio.

O que a auditoria achou em contas já fechadas

A frente de subfaturamento reprocessou contas que o hospital já havia fechado e enviado para cobrança. A leitura levou 1,74 segundo por conta. Fazer a mesma conferência à mão custaria 641 horas naquele mês, o trabalho de uma equipe inteira dedicada só a reler contas dadas como prontas.

Do lote reprocessado ao valor encontrado

Cada degrau é o que sobrou do anterior depois de aplicada a base de regras.

  1. 4.658 Contas reprocessadas Todas já fechadas e enviadas para cobrança
  2. 4.378 Contas com alguma divergência 94% do faturamento do período analisado
  3. 7.978 Itens divergentes identificados Item a item, com evidência anexada
  4. R$ 2,1 mi Encontrados no mês R$ 680 mil só de preço fora do contrato, cobrado a menor ou a maior

Projetado para doze meses, o valor do mês chega a R$ 26 milhões, o equivalente a 5,25% da receita mensal da instituição.

As regras que mais encontraram receita

Valores do mês analisado, entre 7.978 itens divergentes identificados.

Regra Valor encontrado
Ausência de evidência de utilização do medicamento R$ 840.609,61
Preço menor que o negociado em contrato R$ 518.900,19
Quantidade cobrada maior que a utilizada R$ 265.706,69
Preço maior que o negociado em contrato R$ 161.168,20
Cobrança menor de dieta enteral conforme administrado R$ 96.589,27
Ausência de lançamento de oxigênio R$ 65.297,56
Ausência de cobrança de bomba de infusão R$ 12.572,43

Numa diária global de isolamento em UTI, com pacote fechado, foram administradas 7 unidades de paracetamol e apenas 4 chegaram à conta. Mesmo em conta 100% pacote, o lançado precisa refletir o administrado.

Onde a glosa nasce

A Rivio assume contratualmente o compromisso de ressarcir o hospital pelas glosas contempladas na sua cobertura. A análise do histórico identificou os motivos que se repetem, o peso de cada um e quais deles se enquadram nessa cobertura: quando o recurso não é recuperado junto à operadora, o valor da glosa é ressarcido pela Rivio ao hospital.

É essa cobertura que leva a taxa de glosa final de 4% para 2,5%, uma redução de 37,5%.

Cinco motivos que concentram a glosa

Códigos da tabela ANS, com peso em valor e em quantidade de ocorrências.

Cód. ANS Motivo % Valor % Qtd
3040 Glosa técnica 17,6% 22,0%
1705 Valor apresentado a maior 13,8% 14,4%
1707 Sem informação sobre a tabela de valoração 10,2% 11,3%
1714 Valor do serviço superior ao de tabela 7,4% 20,6%
2001 Material inválido 4,2% 4,4%

Quarenta dias entre a alta e o dinheiro

Com o plug-in na base do ERP, o diagnóstico mediu o prazo real de cada etapa e comparou com o benchmark Rivio de sete dias entre a alta e a conta pronta para envio, já validado em hospitais parceiros.

O prazo médio de recebimento cai de 75,4 para 35,2 dias, e dentro dele o prazo de faturamento cai de 34,2 para 7 dias.

Prazo médio de recebimento, hoje e com o padrão Rivio

A barra se divide entre o prazo de faturamento, que está sob controle do hospital, e o prazo de recurso, conciliação e recebimento.

O ganho concentrado no prazo de faturamento, que sai de 34,2 para 7 dias, é a parte do ciclo que depende de processo interno.

Onde estão os dias, etapa por etapa

Prazo medido em cada transição do faturamento, contra a referência de hospitais que já operam com a Rivio.

As quatro etapas somam 36,2 dias, e o ciclo medido de ponta a ponta é de 34,2 dias, porque parte das etapas se sobrepõe no tempo.

A maior distância está na primeira etapa, o fechamento da conta, que responde por 23,6 dos dias.

Cobrança dentro e fora da competência

Competência é o mês em que a conta foi produzida: 65% do que o hospital produziu entre julho e dezembro de 2025 foi faturado dentro do próprio mês.

Valor produzido de julho a dezembro de 2025, por mês e por destino da cobrança.

Fechamento na competência: 65%

Padrão Rivio: 90%

Em 2025, 6% do produzido só foi cobrado em 2026, cerca de R$ 9 milhões represados.

A maturidade do processo, pilar por pilar

O mapeamento em sete pilares mediu a distância entre a operação do hospital e o padrão dos hospitais que já automatizaram o ciclo. O score global ficou em 49 de 100. O dado existia na instituição; faltava ação preventiva e integração para atacar a causa raiz do que se repetia todo mês.

Assessment de maturidade, sete pilares do ciclo de receita

Nota de 0 a 5 contra o padrão Rivio. Tecnologia e sistemas foi apontada como prioridade número um.

Tecnologia e sistemas ficou como prioridade número um: as equipes trabalhavam em ferramentas fragmentadas, sem integração TISS completa entre elas.

O cadastro, onde o erro só aparece na glosa

Cruzando a base do ERP com contratos, tabelas próprias e tabelas de mercado (Brasíndice, Simpro, CBHPM), o diagnóstico mediu seis frentes de cadastro e chegou a um score de 33 de 100, sem revisão automática de vigência, de contrato ou de tabela.

Em pacotes, 50 rodavam sem vínculo com a tabela oficial, 29 estavam com valor divergente e 107 aplicavam percentual fora da regra do próprio contrato. Somando as duas pontas, R$ 2.263.130,75 de receita cobrada abaixo do contratado e R$ 836.869,25 de risco de glosa por cobrança acima.

  • Brasíndice

    3,4de 5

  • Pacotes

    1,8de 5

  • Materiais

    1,6de 5

  • Taxas

    1,5de 5

  • Procedimentos

    1,0de 5

  • Preços

    0,6de 5

O grupo de infiltração articular e viscossuplementação tem regra contratual própria de 70% sobre a tabela. O cadastro vinha aplicando os 30% padrão de pacote, em 1.725 linhas e 107 pacotes.

04/ O que isso significa

  • R$ 55,6 mi

    De receita já produzida pelo hospital

  • 0

    Paciente a mais para atender

  • 0

    Leito a mais para abrir

Nenhum desses R$ 55,6 milhões depende de atender mais um paciente, abrir mais um leito ou contratar mais uma pessoa.

Essa receita já foi produzida pelo hospital. Teve médico, teve enfermagem, teve material consumido e teve tempo de gente. O custo saiu do caixa. O que ficou pelo caminho foi a cobrança.

E a razão pela qual ficava é aritmética simples: a revisão manual de tudo isso, todo mês, exige uma equipe que hospital nenhum mantém parada. A conta do trabalho humano nunca fechou, e a tecnologia capaz de fazer essa leitura em escala chegou agora.

Receita recuperada vira plantonista contratado, vira leito aberto, vira equipamento novo, vira exame que sai no mesmo dia. Hospital eficiente salva mais vidas, e é por isso que vale medir cada real.

Nota metodológica

Natureza
Diagnóstico de benchmark. Os valores são oportunidade identificada sobre contas reais, e não receita já recuperada em caixa. Realizar cada frente depende de implantação, de mudança de processo e do próprio hospital.
Fonte
Extração de dados de faturamento do sistema de gestão da instituição, reprocessamento de contas reais pela auditoria com IA, e entrevistas de mapeamento com os responsáveis por cada área.
Tratamento de dados
A apuração ocorre sobre a base de faturamento da instituição, acessada sob contrato de confidencialidade (NDA) assinado e para a finalidade de auditoria de conta médica, que é a mesma finalidade da auditoria interna do hospital. Os dados sensíveis de paciente — CPF, carteirinha e nome — são anonimizados, e os dados trafegam com camadas de segurança e criptografia. Nenhuma informação que identifique paciente integra esta publicação.
Período
Julho a dezembro de 2025 para a análise de pipeline, com 66.524 contas. Um mês de referência para a análise de subfaturamento, com 4.658 contas.
Escopo
Cinco frentes do ciclo de receita: mapeamento de processo, subfaturamento, glosas, pipeline de faturamento e cadastro. O recorte de regras da auditoria é adaptado à realidade de cada hospital.
Anualização
Subfaturamento, glosas e prazo de faturamento partem do mês ou do período de referência apurado e são projetados para doze meses. Todos os indicadores desta página estão anualizados, com exceção do cadastro, que vem da série histórica do próprio período analisado.
Não inclui
Receita efetivamente recuperada, ganho já realizado em caixa, condição comercial, custo de implantação e retorno sobre investimento. Nada nesta página representa resultado entregue.
Comparação de mercado
Prazo médio de recebimento de 73 dias e a faixa de subfaturamento de 5% a 8% da receita são referências do setor (Anahp). O benchmark de sete dias entre alta e envio vem de hospitais que já operam com a Rivio.
Anonimato
Hospital e operadoras anonimizados. Volumes financeiros totais da instituição, percentuais de cobertura e condições contratuais não são divulgados.

Definição dos indicadores

  • Subfaturamento

    Receita produzida pelo hospital que nunca chegou à fatura, por item ausente ou cobrado abaixo do valor contratado.

  • Glosa final

    Parcela do valor faturado que a operadora recusa em definitivo, depois de esgotado o recurso.

  • PMR

    Prazo médio de recebimento. Tempo entre a alta do paciente e o dinheiro na conta do hospital.

  • PMF

    Prazo médio de faturamento. Tempo entre a alta e a conta pronta para envio à operadora, a parte do ciclo sob controle interno.

  • Fechamento na competência

    Percentual do valor produzido em um mês que é efetivamente faturado dentro daquele mesmo mês.

  • Score de maturidade

    Nota padronizada de 0 a 100 que mede a distância entre a operação avaliada e o padrão dos hospitais que já automatizaram o ciclo.

Contato

Este diagnóstico roda em quatro semanas, em paralelo à operação, e devolve o tamanho da oportunidade em números da sua própria base.

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