10 de jan. de 2026
Ciclo de receita
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“Tempo é dinheiro”. Essa frase, atribuída a Benjamin Franklin, um dos fundadores dos Estados Unidos, se tornou uma das mais conhecidas em qualquer lugar do mundo. Na área da saúde, porém, além de dinheiro o tempo também é questão de vida ou morte. Ele influencia decisões clínicas, a experiência do paciente, os custos operacionais e até os desfechos assistenciais.
Nesse contexto, o turnaround time (TAT) se destaca como um indicador essencial para avaliar eficiência, qualidade e segurança nos serviços de saúde.
O que é turnaround time?
Turnaround time, ou tempo de retorno, é o intervalo entre o início de um processo e a sua conclusão. Na saúde, o termo é amplamente utilizado para medir quanto tempo leva para uma atividade ser executada, desde a solicitação até a entrega do resultado.
O TAT pode ser aplicado a diferentes situações, como:
tempo entre a solicitação e o resultado de um exame;
tempo entre a chegada do paciente e o atendimento;
tempo entre alta clínica e faturamento da conta hospitalar;
tempo de resposta para autorizações e liberações administrativas.
Em todos os casos, o objetivo é o mesmo: entender se o processo está fluindo de forma eficiente.
Por que o turnaround time é tão importante na saúde?
Na saúde, atrasos não geram apenas insatisfação. Podem comprometer decisões clínicas, prolongar internações, aumentar custos e impactar diretamente a segurança do paciente.
Um turnaround time elevado pode significar:
atraso no diagnóstico;
início tardio de tratamentos;
permanência hospitalar mais longa;
gargalos operacionais;
retrabalho e desperdício de recursos.
Por outro lado, um TAT bem controlado contribui para maior agilidade, previsibilidade e qualidade no cuidado.
Turnaround time na prática clínica
No ambiente assistencial, o turnaround time é especialmente relevante em exames laboratoriais e de imagem. Quanto menor o tempo entre a solicitação e a liberação do resultado, mais rápido o profissional consegue tomar decisões clínicas.
Em unidades de emergência, por exemplo, a redução do TAT pode ser decisiva para o desfecho do paciente. Já em internações eletivas, tempos bem definidos ajudam a organizar fluxos, reduzir espera e melhorar a experiência do cuidado.
Turnaround time na gestão hospitalar
Além da assistência, o turnaround time é um indicador-chave na gestão administrativa e financeira. Processos como faturamento, auditoria, envio de contas e recebimento de pagamentos dependem diretamente do tempo de execução de cada etapa.
Quando o TAT administrativo é alto, os impactos costumam ser claros:
atraso no recebimento de receitas;
aumento do risco de glosas;
perda de previsibilidade do fluxo de caixa;
sobrecarga das equipes operacionais.
Reduzir o turnaround time nesses processos é uma das formas mais efetivas de melhorar a sustentabilidade financeira das instituições de saúde.
O que influencia o turnaround time?
Diversos fatores impactam o TAT, entre os quais:
excesso de etapas manuais;
falhas de comunicação entre equipes;
sistemas desconectados;
falta de padronização de processos;
retrabalho por erros ou informações incompletas.
Em muitos casos, o problema não está na equipe, mas no desenho do processo e na ausência de ferramentas adequadas para apoiar a operação.
Como reduzir o turnaround time?
A redução do turnaround time começa com o mapeamento claro dos processos. É preciso entender onde estão os gargalos, quais etapas geram atraso e onde ocorre perda de informação.
Algumas estratégias eficazes incluem:
padronização de fluxos e protocolos;
uso de sistemas integrados e prontuários eletrônicos;
automação de tarefas repetitivas;
monitoramento contínuo de indicadores;
uso de dados para antecipar riscos e priorizar demandas.
Mais que correr atropelando os processos, trata-se de organizar melhor o caminho.
Turnaround time e tecnologia
A tecnologia tem papel central na redução do turnaround time. Soluções digitais permitem integrar áreas, eliminar etapas manuais, reduzir erros e oferecer visibilidade em tempo real sobre o andamento dos processos.
Quando bem aplicada, a tecnologia transforma o TAT em um indicador gerenciável, permitindo que gestores atuem de forma preventiva, e não apenas corretiva.
Por que acompanhar o turnaround time continuamente?
O turnaround time não deve ser visto apenas como uma métrica operacional, mas como um indicador estratégico. Ele revela a maturidade dos processos, a eficiência da gestão e a capacidade da organização de responder às necessidades de pacientes, profissionais e financiadores.
Monitorar, analisar e reduzir o TAT é um passo fundamental para oferecer uma saúde mais ágil, segura e sustentável.


