Quais os tipos de acreditação hospitalar e os níveis da ONA?

Quais os tipos de acreditação hospitalar e os níveis da ONA?

Quais os tipos de acreditação hospitalar e os níveis da ONA?

Conheça as principais metodologias de certificação mais comuns no Brasil (ONA, Qmentum e Joint Commission), os três níveis e entenda como cada uma impacta a segurança do paciente e a governança de dados da instituição.

Rivio

Redação

19 de fev. de 2026

5 minutos

19 de fev. de 2026

5 minutos

Embora não seja obrigatória, a acreditação hospitalar é cada vez mais valiosa no ambiente da saúde suplementar. Além de ser um diferencial competitivo concreto e trazer reputação ao hospital, ela sustenta contratos baseados em valor, modelos de remuneração por performance e estratégias de sustentabilidade financeira.

Hospitais que operam com margens pressionadas precisam demonstrar maturidade assistencial, padronização de processos e rastreabilidade documental.

Diante de diferentes metodologias de acreditação, é fundamental distinguir dois conceitos:
os tipos de acreditação existentes no Brasil (as metodologias adotadas) e os níveis de certificação, que no caso da ONA estruturam a progressão da instituição em três estágios de maturidade.

O que é acreditação hospitalar?

A acreditação é um processo voluntário, periódico e conduzido por instituição independente, que avalia conformidade com padrões previamente definidos de qualidade e segurança.

Ela difere da licença sanitária, que é obrigatória e regulatória. A acreditação examina fatores como:

  • governança clínica;

  • gestão de riscos;

  • segurança do paciente;

  • integração de processos assistenciais e administrativos;

  • cultura organizacional e melhoria contínua.

Ao conquistar o selo, a instituição demonstra aderência a padrões reconhecidos nacional ou internacionalmente. Na prática, isso se traduz em:

  • menor variabilidade assistencial;

  • redução de eventos adversos;

  • documentação mais consistente;

  • maior previsibilidade no faturamento.

Quais são os três principais tipos de acreditação hospitalar no Brasil?

No Brasil, os principais tipos (metodologias) de acreditação são três: ONA, Qmentum International e Joint Commission International. Cada um tem critérios próprios de aprovação. Entre eles, apenas a ONA adota formalmente uma estrutura progressiva em três níveis.

1. Organização Nacional de Acreditação (ONA)

A ONA é o modelo brasileiro de acreditação e o mais difundido no país. Diferentemente das demais metodologias, ela estrutura a certificação em três níveis progressivos de maturidade organizacional, permitindo que o hospital evolua gradualmente.

O modelo é dividido em:

  • Nível 1 – Acreditado: foco em segurança do paciente e conformidade com requisitos estruturais e assistenciais básicos.

  • Nível 2 – Acreditado Pleno: ênfase na gestão integrada dos processos e na interação sistêmica entre áreas.

  • Nível 3 – Acreditado com Excelência: cultura consolidada de melhoria contínua, avaliação de resultados e governança madura.

Observação técnica importante: a ONA exige que a instituição comprove atendimento integral aos padrões de cada nível para evoluir ao seguinte.

2. Qmentum International

O Qmentum é uma metodologia originada no Canadá e aplicada no Brasil pelo IQG. Seu diferencial está na forte ênfase em governança clínica e gestão de risco sistêmico.

A avaliação é estruturada a partir de padrões organizacionais e das chamadas Práticas Organizacionais Obrigatórias (ROPs), que tratam diretamente de:

  • comunicação segura;

  • prevenção de infecção;

  • uso seguro de medicamentos;

  • cultura de segurança.

O modelo privilegia liderança, engajamento de equipes e análise de processos críticos. É frequentemente escolhido por hospitais que já têm maturidade organizacional e desejam avançar para padrões de alta confiabilidade.

3. Joint Commission International (JCI)

A JCI é a divisão internacional da Joint Commission, organização norte-americana responsável por acreditação hospitalar nos Estados Unidos. Seus padrões são revisados periodicamente e aplicados globalmente.

Seus padrões enfatizam:

É comum em hospitais de alta complexidade, instituições com atuação internacional ou organizações que buscam reconhecimento global.

O processo é detalhado, envolve avaliação presencial extensa e requer forte governança e estrutura documental. 

Qual é o melhor modelo?

Não existe uma metodologia superior de forma absoluta. A escolha depende do grau de maturidade institucional e do posicionamento estratégico. Além disso, no caso da ONA, é preciso definir também qual nível de certificação a instituição pretende alcançar.

De forma prática:

  • Hospitais iniciando sua jornada costumam buscar a ONA em Nível 1.

  • Instituições mais estruturadas podem evoluir para ONA Nível 2 ou 3, ou optar pelo Qmentum.

  • Organizações com estratégia internacional ou alto grau de complexidade assistencial frequentemente escolhem a JCI.

Como a acreditação impacta o ciclo da receita?

A acreditação influencia diretamente o desempenho financeiro. Entre os impactos mais observados estão:

Redução de glosas

Protocolos padronizados e registros consistentes reduzem inconsistências na conta hospitalar.

Melhoria na negociação com operadoras

Hospitais acreditados têm maior força contratual em modelos de pagamento por performance.

Menor desperdício assistencial

Processos definidos diminuem redundâncias, retrabalho e uso inadequado de recursos.

Previsibilidade financeira

Governança estruturada aumenta controle sobre indicadores operacionais e assistenciais. A acreditação, portanto, integra qualidade e sustentabilidade econômica.

A visão Rivio

A obtenção de qualquer acreditação exige algo fundamental: dados íntegros e rastreáveis. Não há certificação (seja ONA em Nível 3, Qmentum ou JCI) sem coerência entre prontuário, protocolos clínicos e conta hospitalar.

A Rivio utiliza inteligência artificial para analisar registros assistenciais e identificar inconsistências documentais, desvios de protocolo e riscos de glosa antes do envio da conta. Assim, a tecnologia transforma a busca pela acreditação em rotina operacional contínua, protegendo o ciclo da receita e sustentando padrões elevados de qualidade assistencial.

Rivio, a inteligência artificial 

dos hospitais eficientes

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