29 de ago. de 2025
Tabelas Faturamento
Faturamento Hospitalar
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O faturamento hospitalar exige precisão na escolha das tabelas de preços corretas. As tabelas Brasíndice e SIMPRO estão entre as principais referências utilizadas por hospitais e clínicas no Brasil, mas muitos profissionais ainda têm dúvidas sobre as características de cada uma delas,diferenças e aplicações específicas.
Para gestores da área financeira e administrativa de instituições de saúde, compreender essas tabelas é fundamental para evitar glosas, otimizar receitas e manter a conformidade com as operadoras de planos de saúde. Neste artigo, você descobrirá o que são essas tabelas, suas principais diferenças e como utilizá-las corretamente em seu hospital.
O que são as tabelas Brasíndice e SIMPRO no faturamento hospitalar?
A tabelas Brasíndice e SIMPRO são duas entidades distintas que fornecem referências de preços para o setor de saúde brasileiro. Muitos profissionais confundem essas tabelas, mas cada uma tem características e aplicações específicas.
O Brasíndice é um índice de preços de medicamentos mantido pela Empresa Brasileira de Pesquisas Hospitalares (Ebserh). Já a revista SIMPRO é uma tabela de preços focada em materiais e equipamentos médicos.
Brasíndice: referência em medicamentos
A tabela Brasíndice funciona como um índice nacional de preços de medicamentos usado principalmente por hospitais privados e operadoras de planos de saúde. Esta tabela é atualizada periodicamente e serve como base para negociações contratuais.
Principais características:
Foco exclusivo em medicamentos
Atualizações mensais
Base para contratos com operadoras
Referência nacional reconhecida
SIMPRO: materiais e equipamentos médicos
A tabela SIMPRO lista preços para materiais médico-hospitalares, equipamentos e dispositivos utilizados em procedimentos. É uma referência importante para o setor de compras e faturamento.
Principais características:
Abrange materiais médico-hospitalares
Inclui equipamentos e dispositivos
Utilizada em licitações públicas
Base para precificação de procedimentos
Como usar cada tabela no faturamento hospitalar?
A utilização das tabelas Brasíndice e SIMPRO no faturamento hospitalar depende do tipo de item que está sendo cobrado. Cada tabela tem sua aplicação específica, e utilizar a referência errada pode gerar glosas desnecessárias.
Para medicamentos: utilize sempre a Tabela Brasíndice como referência principal. Por exemplo, ao faturar uma internação que incluiu uso de antibióticos de alto custo, o valor deve ser baseado na tabela Brasíndice vigente.
Para materiais médicos: a Tabela SIMPRO é a referência adequada neste caso. Ao cobrar materiais utilizados em cirurgias, como próteses ou dispositivos especiais, a tabela SIMPRO oferece os valores de mercado atualizados.
Exemplo prático de aplicação
Um paciente realizou uma cirurgia cardíaca que consumiu:
Medicamentos (antibióticos, anestésicos): Referência Brasíndice
Stent coronário: Referência SIMPRO
Material cirúrgico geral: Referência SIMPRO
Esta separação garante que o faturamento hospitalar esteja alinhado com as práticas de mercado e reduza questionamentos das operadoras.
Qual a diferença entre Brasíndice e SIMPRO para hospitais?
As principais diferenças entre as tabelas Brasíndice e SIMPRO dizem respeito diretamente à forma de se fazer o faturamento hospitalar de forma eficiente. Compreender essas diferenças evita erros custosos na cobrança de procedimentos.
Escopo de produtos:
Brasíndice: exclusivamente medicamentos registrados na ANVISA
SIMPRO: materiais médicos, equipamentos e dispositivos
Frequência de atualização:
Brasíndice: quinzenal, com possibilidade de atualizações extraordinárias
SIMPRO: a cada dois meses, seguindo variações do mercado
Metodologia de precificação:
Brasíndice: baseada em pesquisa de preços praticados no mercado hospitalar
SIMPRO: considera custos de produção e margens da indústria
Impacto na negociação com operadoras
Operadoras de planos de saúde reconhecem essas tabelas como referências legítimas, mas cada uma para seu segmento específico. Misturar as referências pode gerar questionamentos e atrasar pagamentos.
Dicas para melhorar o faturamento hospitalar:
Mantenha as tabelas sempre atualizadas
Treine a equipe para identificar qual tabela usar
Documente a escolha da referência nos processos
Monitore glosas relacionadas a precificação incorreta
Como trabalhar com faturamento hospitalar usando essas tabelas?
O setor de faturamento hospitalar deve estabelecer processos claros para aplicação das tabelas Brasíndice e SIMPRO. A organização adequada desses processos impacta diretamente na receita da instituição.
Estruturação do processo:
Identificação do item: a equipe deve classificar corretamente se o item é medicamento (Brasíndice) ou material/equipamento (SIMPRO).
Consulta à tabela: verificar o código do produto e seu valor na tabela correspondente.
Aplicação de descontos contratuais: considerar percentuais negociados com cada operadora.
Documentação: registrar a referência utilizada para futuras auditorias.
Exemplo de fluxo operacional
Um hospital de 150 leitos pode estruturar seu faturamento da seguinte forma:
Medicamentos (Brasíndice):
A farmácia hospitalar codifica itens conforme Brasíndice
O sistema integra automaticamente os valores
A área de faturamento aplica descontos contratuais
Materiais (SIMPRO):
O almoxarifado utiliza códigos SIMPRO
O centro cirúrgico registra consumo por procedimento
A área de faturamento consolida custos por paciente
O que faz o setor de faturamento hospitalar com essas tabelas?
O setor de faturamento hospitalar tem responsabilidades específicas no uso das tabelas Brasíndice e SIMPRO. Essas atividades são fundamentais para garantir receitas adequadas e evitar perdas financeiras.
Atividades principais:
Precificação de procedimentos: utilizar as tabelas como base para definir valores de materiais e medicamentos em cada procedimento realizado.
Análise de contratos: revisar periodicamente os percentuais de desconto aplicados sobre as tabelas, negociando melhores condições quando necessário.
Controle de glosas: monitorar rejeições relacionadas a divergências de preços e ajustar processos para reduzi-las.
Auditoria preventiva: verificar se os valores cobrados estão alinhados com as tabelas antes do envio para as operadoras.
Indicadores de performance
Para medir a eficiência no uso das tabelas, acompanhe:
Taxa de glosas por divergência de preços: meta abaixo de 3%
Tempo médio de liberação de contas: máximo 5 dias úteis
Receita por leito ocupado: comparar com benchmarks do setor
Margem de contribuição por especialidade: analisar rentabilidade
Como escolher entre Brasíndice e SIMPRO em casos específicos?
Alguns itens podem gerar dúvidas sobre qual tabela usar. A decisão correta impacta diretamente o sucesso do faturamento hospitalar e a relação com as operadoras de planos de saúde.
Casos que geram dúvidas:
Soluções parenterais: embora sejam medicamentos, algumas operadoras aceitam precificação pela tabela SIMPRO quando utilizadas como veículo para outros medicamentos.
Kits cirúrgicos: materiais pré-montados podem ser precificados individualmente (SIMPRO) ou como conjunto, dependendo do contrato.
Equipamentos descartáveis: itens como cateteres especiais devem seguir a tabela SIMPRO, mesmo quando relacionados à administração de medicamentos.
Matriz de decisão
Para facilitar a escolha, utilize esta matriz:
Use Brasíndice quando:
Item tem registro de medicamento na ANVISA
Produto é administrado diretamente ao paciente
Contrato especifica medicamentos por Brasíndice
Use SIMPRO quando:
Item é classificado como material médico-hospitalar
Produto é dispositivo ou equipamento
Contrato especifica materiais por SIMPRO
Atualizações e manutenção das tabelas no hospital
Manter as tabelas atualizadas é crucial para o bom funcionamento do faturamento hospitalar. Desatualizações podem causar perdas financeiras significativas e problemas com operadoras.
Brasíndice:
Download da nova tabela a cada 15 dias
Comparação com preços praticados internamente
Atualização do sistema de gestão hospitalar
Comunicação às áreas envolvidas
SIMPRO:
Verificação a cada dois meses sobre atualizações
Análise de impacto nos custos hospitalares
Renegociação com fornecedores quando necessário
Ajuste nos contratos com operadoras
Impacto financeiro das atualizações
Um hospital médio pode ter variações de 3% a 8% nos valores entre atualizações. Atrasos na implementação representam perdas diretas na receita, especialmente em medicamentos de alto custo.
Exemplo prático: um medicamento oncológico que custava R$ 15.000 na tabela anterior pode ter seu valor atualizado para R$ 16.200. O atraso em 30 dias na atualização representa perda de R$ 1.200 por paciente tratado.
Conclusão
A correta utilização da tabela Brasíndice SIMPRO é fundamental para o sucesso financeiro de hospitais e clínicas. Compreender as diferenças entre essas referências, aplicá-las adequadamente e manter processos de atualização eficientes impacta diretamente na receita das instituições.
Para gestores hospitalares, investir no treinamento das equipes e na sistematização dos processos de faturamento representa retorno garantido através da redução de glosas e otimização de receitas.
A RIVIO pode ajudar seu hospital a implementar processos eficientes de faturamento e gestão de tabelas de preços. Entre em contato e descubra como nossa solução pode transformar seus resultados financeiros.
FAQ – Perguntas Frequentes
1. Qual a diferença entre as tabelas Brasíndice e SIMPRO?
Brasíndice é a tabela específica para medicamentos, enquanto a tabela SIMPRO abrange materiais médico-hospitalares e equipamentos. São tabelas distintas com aplicações diferentes no faturamento hospitalar.
2. Como saber se devo usar Brasíndice ou SIMPRO?
Use a tabela Brasíndice para medicamentos registrados na ANVISA, e a tabela SIMPRO para materiais médicos, equipamentos e dispositivos utilizados em procedimentos hospitalares.
3. Com que frequência as tabelas são atualizadas?
A tabela Brasíndice é atualizada a cada 15 dias, enquanto SIMPRO tem atualizações bimestrais (de dois em dois meses). É importante utilizar as versões mais recentes.
4. Operadoras de planos aceitam essas tabelas como referência?
Sim, tanto Brasíndice quanto SIMPRO são amplamente aceitas como referências de mercado pelas principais operadoras de planos de saúde do Brasil.
5. Posso negociar descontos sobre essas tabelas?
Sim, é comum negociar percentuais de desconto ou acréscimo sobre os valores das tabelas, dependendo do volume e relacionamento com cada operadora.
6. O que acontece se eu usar a tabela errada no faturamento?
Usar a tabela incorreta pode gerar glosas, questionamentos da operadora e atrasos no recebimento. É importante treinar a equipe para evitar esses erros.
7. Onde posso acessar as tabelas Brasíndice e SIMPRO atualizadas?
As tabelas são disponibilizadas pelos respectivos órgãos responsáveis. Muitos sistemas de gestão hospitalar fazem a atualização automática mediante assinatura.
8. Como treinar minha equipe para usar essas tabelas corretamente?
Organize treinamentos regulares focando na identificação correta dos itens e na aplicação de cada tabela. Use exemplos práticos do dia a dia hospitalar.
9. Essas tabelas influenciam na negociação com fornecedores?
Sim, as tabelas servem como referência para negociações de compra, permitindo comparar se os preços oferecidos pelos fornecedores estão alinhados com o mercado.
10. Como monitorar se estou usando as tabelas corretamente?
Acompanhe indicadores como taxa de glosas por divergência de preços, tempo de liberação de contas e compare sua receita com benchmarks do setor hospitalar.