
"Uma dúvida que sempre temos: quando devemos realizar a permeabilização e como cobrar?"
Rivio responde
A permeabilização do cateter venoso periférico é uma prática essencial para garantir a infusão segura e eficaz de medicamentos, soluções e hemoderivados, contribuindo diretamente para a melhora do quadro clínico do paciente e para a continuidade do tratamento intravenoso.
Responsabilidade e padronização do cuidado
Os cuidados relacionados à implantação, manipulação e manutenção do cateter venoso periférico são atribuições da equipe de enfermagem. Cabe a essa equipe, em conjunto com o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), definir e padronizar as indicações, a técnica e a periodicidade da salinização do dispositivo.
De forma geral, a permeabilização deve ser realizada a cada 6 horas ou imediatamente após o uso do cateter, conforme o protocolo institucional vigente.
Quando realizar a permeabilização?
Em pacientes adultos, a permeabilização do cateter venoso periférico é indicada antes e após a administração de medicamentos, após coleta de sangue e ao término da infusão de hemoderivados, assegurando a manutenção da via pérvia e a prevenção de obstruções.
Exemplo de técnica de permeabilização
A seguir, um exemplo de técnica amplamente utilizada na prática assistencial, que deve sempre respeitar os protocolos da instituição.
Materiais necessários
Cuba rim.
Ampola de cloreto de sódio 0,9%.
Seringa de 10 ml.
Agulha 40 x 12.
Dois swabs alcoólicos.
Par de luvas de procedimento.
Técnica
Realizar a higienização das mãos.
Reunir todo o material necessário.
Fazer a assepsia da ampola.
Aspirar o conteúdo da ampola com a seringa de 10 ml e agulha 40 x 12.
Calçar as luvas de procedimento.
Realizar a assepsia das duas vias do conector em Y do equipo (Polifix) com swab alcoólico.
Testar a permeabilidade do cateter com aproximadamente 2 ml de solução salina, mantendo a seringa conectada à via do equipo.
Administrar a medicação na outra via do conector.
Salinizar ambas as vias do conector com cerca de 2 ml de solução salina, independentemente da quantidade de medicação administrada.
Organizar e descartar o material em local apropriado.
Realizar nova higienização das mãos.
Checar o procedimento na prescrição e registrar na evolução de enfermagem, quando indicado.
Registro assistencial e impacto na cobrança
O registro correto da permeabilização, com checagem em prescrição e anotação em prontuário, é fundamental não apenas para a segurança do paciente, mas também para assegurar a conformidade da cobrança do procedimento, evitando questionamentos e glosas no faturamento hospitalar.
A padronização da técnica, aliada a registros completos e rastreáveis, fortalece a qualidade assistencial e a sustentabilidade financeira da instituição.



