Infecção hospitalar (IRAS): como a tecnologia reduz riscos

Infecção hospitalar (IRAS): como a tecnologia reduz riscos

Infecção hospitalar (IRAS): como a tecnologia reduz riscos

Entenda o que são as IRAS, seu impacto financeiro milionário e como a auditoria inteligente, aliada à tecnologia avançada, ajuda a reduzir infecções hospitalares e os custos no ciclo da receita.

Rivio

Redação

4 de fev. de 2026

5 minutos

4 de fev. de 2026

5 minutos

As infecções hospitalares, tecnicamente chamadas de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), representam um dos maiores desafios da gestão hospitalar contemporânea. Elas não se limitam ao campo clínico: são indicadores diretos de qualidade assistencial e segurança do paciente.

Cada infecção evitável significa dias extras de internação, uso de antibióticos de alto custo, risco de sepse, aumento da mortalidade e alta probabilidade de glosa assistencial. Por isso, o controle das IRAS se tornou um tema estratégico para diretores, gestores financeiros e lideranças clínicas.

O que são as IRAS e quais as mais frequentes?

Infecção hospitalar é toda infecção causada por microrganismos (bactérias, vírus ou fungos) adquirida durante a internação ou relacionada diretamente aos cuidados prestados. Ela pode, portanto, se manifestar durante a hospitalização ou após a alta.

As IRAS mais frequentes estão diretamente associadas a procedimentos invasivos, dispositivos médicos e cirurgias. O ambiente hospitalar reúne pacientes imunologicamente vulneráveis, submetidos a múltiplas intervenções, o que aumenta o risco de infecção quando protocolos não são rigorosamente seguidos.

Os principais tipos observados nas instituições brasileiras incluem:

  • Infecção do Trato Urinário (ITU): geralmente associada ao uso prolongado de cateter vesical, muitas vezes sem reavaliação diária da necessidade.

  • Pneumonia associada à ventilação mecânica: comum em pacientes internados em UTI, com impacto direto no tempo de ventilação e na mortalidade.

  • Infecção da corrente sanguínea: frequentemente relacionada a cateteres venosos centrais e falhas na técnica de inserção ou manutenção.

  • Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC): ocorre em feridas operatórias e pode levar a reintervenções, uso prolongado de antibióticos e atraso na recuperação.

Pacientes cirúrgicos e críticos apresentam risco significativamente maior. Sem monitoramento contínuo, um quadro inicialmente controlado pode evoluir rapidamente para sepse, uma das principais causas de óbito evitável no ambiente hospitalar.

Qual é o impacto financeiro das infecções hospitalares?

As consequências humanas das IRAS são graves, pois frequentemente é uma condição que leva a óbito. Além disso, o impacto econômico para o sistema de saúde é expressivo. No Brasil, falhas assistenciais durante internações (incluindo infecções hospitalares) geraram um custo estimado de mais de R$ 10 bilhões ao sistema de saúde suplementar.

A ineficiência clínica se traduz em:

  • prolongamento do tempo médio de internação;

  • consumo elevado de antibióticos de amplo espectro;

  • realização de novos exames e procedimentos;

  • aumento da taxa de glosas por parte das operadoras.

Estimativas do Ministério da Saúde indicam que as IRAS podem acometer até 14% das internações, ou seja, a cada 100 pacientes hospitalizados, aproximadamente 14 desenvolvem algum tipo de infecção relacionada à assistência. Além disso, milhares de óbitos anuais estão associados a complicações infecciosas adquiridas no ambiente hospitalar.

Como a auditoria inteligente atua na prevenção das IRAS?

Diferentemente da auditoria retrospectiva, que analisa falhas apenas após a alta do paciente, a auditoria concorrente atua enquanto o cuidado está sendo prestado. Isso permite identificar riscos e desvios de protocolo em tempo real, quando ainda é possível intervir.

Com apoio da tecnologia, a auditoria passa a cruzar dados clínicos, evoluções médicas, prescrições e registros assistenciais com protocolos institucionais e diretrizes de segurança. Exemplos práticos incluem:

  • alerta para cateteres mantidos além do tempo recomendado;

  • identificação de antibióticos iniciados sem cultura ou justificativa clínica adequada;

  • ausência de registros obrigatórios de enfermagem ou evolução médica;

  • quebra de protocolos de profilaxia cirúrgica.

Esse tipo de abordagem possibilita direcionar treinamentos a falhas recorrentes e setores específicos, reduzir o tempo médio de internação e evitar eventos adversos evitáveis e seus custos associados.

Por que o valor em saúde depende do controle das IRAS?

O conceito de Valor em Saúde (que na saúde se conecta à ideia de Value-Based Healthcare), difundido por Michael Porter, ajuda a entender por que a prevenção de infecções se tornou prioridade estratégica. A equação é simples:

Valor = Resultados Assistenciais / Custos Totais

Quanto melhor o desfecho clínico e menor o custo para alcançá-lo, maior é o valor entregue. Nesse contexto, a segurança do paciente e a prevenção de eventos adversos pesam cada vez mais.

Em modelos de pagamento baseados em valor, infecções evitáveis representam queda direta de desempenho. Nos Estados Unidos, desde 2008, hospitais não são reembolsados por custos relacionados a determinados eventos adversos evitáveis, conhecidos como never events. No Brasil, com a evolução de modelos semelhantes, instituições que não controlam suas taxas de IRAS enfrentam maior risco de glosas, renegociação contratual desfavorável e perda de competitividade.

O que a Lei nº 9.431 exige das instituições de saúde?

A Lei nº 9.431/1997 determina que todas as instituições de saúde do país são obrigadas a manter um Programa de Controle de Infecção Hospitalar (PCIH), com objetivo de reduzir a incidência e a gravidade das infecções relacionadas à assistência à saúde.

A legislação exige que o hospital disponha de ações sistematizadas, contínuas e documentadas, capazes de prevenir, monitorar e intervir sobre riscos infecciosos ao longo da jornada do paciente.

Isso inclui, entre outros pontos:

  • vigilância epidemiológica ativa das infecções hospitalares;

  • definição e acompanhamento de indicadores assistenciais;

  • protocolos claros para uso de antimicrobianos e dispositivos invasivos;

  • capacitação permanente das equipes multiprofissionais;

  • registro e rastreabilidade das ações de controle.

O descumprimento dessas exigências expõe a instituição a sanções regulatórias, riscos jurídicos, fragilidade contratual com operadoras e impacto direto na acreditação hospitalar. Além disso, a ausência de evidências objetivas de monitoramento dificulta a defesa do hospital em auditorias externas e processos de glosa.

Como a tecnologia ajuda a reduzir infecções hospitalares?

A tecnologia permite transformar dados assistenciais dispersos em alertas para a equipe clínica e de auditoria. A partir de análises contínuas, o sistema identifica inconformidades que aumentam o risco de infecção e notifica os responsáveis de forma estruturada.

Esse acompanhamento diário reduz a probabilidade de transmissão de microrganismos multirresistentes, melhora a adesão aos protocolos e fortalece a cultura de segurança do paciente. Na prática, menos infecções significam menos dias extras de internação, menos custos não reembolsáveis, maior previsibilidade financeira e o mais importante: vidas salvas.

A Visão Rivio

A prevenção de infecções hospitalares e a sustentabilidade financeira fazem parte do mesmo ciclo. Eventos adversos evitáveis geram custos adicionais, que frequentemente resultam em glosas assistenciais e perdas invisíveis de receita.

Com a plataforma de IA da Rivio, é possível automatizar etapas críticas do ciclo da receita hospitalar, do atendimento à auditoria médica, passando pela análise assistencial e pelo envio do XML às operadoras. A tecnologia identifica divergências, reduz glosas e assegura que o hospital receba integralmente pelo cuidado prestado.

Mais que recuperar valores, a Rivio atua para evitar que o prejuízo aconteça, apoiando decisões assistenciais mais seguras e financeiramente sustentáveis.

FAQ – Perguntas frequentes sobre infecção hospitalar

1. O que é infecção hospitalar (IRAS)?

É qualquer infecção adquirida após a admissão do paciente no hospital, relacionada diretamente aos cuidados ou procedimentos realizados.

  1. Quais são os principais tipos de infecção hospitalar?

Pneumonia associada à ventilação mecânica, infecção do trato urinário por cateter, infecção da corrente sanguínea e infecção de sítio cirúrgico.

3. Como a auditoria concorrente ajuda na prevenção?

Ela monitora o atendimento em tempo real e alerta sobre desvios de protocolo que aumentam o risco de infecção, permitindo correções imediatas.

  1. Qual é o impacto financeiro das IRAS para os hospitais?

Além do impacto clínico, geram bilhões de reais em custos adicionais com internações prolongadas, medicamentos caros e procedimentos que muitas vezes não são reembolsados.

5. O que é pagamento baseado em valor?

É um modelo de remuneração que prioriza qualidade assistencial e desfecho clínico, e não apenas volume de serviços prestados.

6. Como a inteligência artificial identifica riscos de infecção?

A IA analisa evoluções clínicas, prescrições e registros assistenciais em busca de padrões que indiquem falhas de protocolo ou início de processos infecciosos.

7. Por que a higienização das mãos é tão relevante?

Porque as mãos dos profissionais de saúde são o principal vetor de transmissão de microrganismos no ambiente hospitalar.

8. O que é sepse hospitalar?

É uma resposta inflamatória sistêmica grave decorrente de uma infecção, que pode levar à falência de órgãos se não identificada precocemente.

9. Como os indicadores de controle ajudam a gestão?

Eles mostram onde ocorrem as falhas assistenciais, permitindo ações corretivas e treinamentos direcionados.

10. Qual a relação entre glosa e infecção hospitalar?

Operadoras frequentemente recusam o pagamento de custos adicionais quando identificam que eles foram gerados por eventos adversos evitáveis. 

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