
Choosing Wisely: a arte de escolher com sabedoria
Descubra como essa filosofia transforma a gestão hospitalar ao combater o desperdício, otimizar o uso de exames e fortalecer a segurança do paciente por meio de decisões clínicas baseadas em valor e evidências científicas
Mesmo com o enorme avanço tecnológico em equipamentos clínicos e ferramentas de gestão, o desperdício de tempo e recursos ainda é um dos desafios mais urgentes.
Segundo o Mapa Assistencial da Saúde Suplementar, da ANS, em 2024 houve um total de 1,94 bilhões de eventos de cobertura de planos de saúde, incluindo exames, consultas médicas, atendimentos ambulatoriais, procedimentos odontológicos, terapias e internações. Os exames são o tipo de evento mais comum, com 1,18 bilhão no mesmo ano.
Porém, o aumento constante de exames complementares e intervenções nem sempre se traduz em melhores resultados para o paciente. Pelo contrário, o excesso de diagnósticos e tratamentos (conhecido como overdiagnosis e overtreatment) pode gerar riscos desnecessários e desperdício de recursos.
É nesse contexto que a campanha Choosing Wisely (Escolhendo Sabiamente) se torna uma ferramenta estratégica indispensável para gestores hospitalares.
O que é a Choosing Wisely?
Lançada em 2012 pela ABIM Foundation nos EUA e representada no Brasil pela Choosing Wisely Brasil, a iniciativa visa promover o diálogo entre médicos e pacientes sobre a real necessidade de determinados exames e procedimentos.
O objetivo não é o corte de custos de forma arbitrária, mas a busca pelo valor em saúde: garantir que o cuidado seja baseado em evidências, não seja duplicado e seja realmente necessário.
O conceito da ação tem como base estudos da Harvard Medical School e do Beth Israel Deaconess, que buscam avaliar melhor a eficácia clínica de determinados exames e tratamentos.
A importância para o ecossistema hospitalar
Para um hospital, a adesão a esse conceito significa transitar de um modelo focado no volume para outro focado na pertinência clínica. O Brasil apresenta índices de exames, como ressonâncias magnéticas, superiores aos de muitos países desenvolvidos.
Reduzir esse excesso protege o paciente de eventos adversos (como a exposição desnecessária à radiação ou complicações em transportes internos para exames) e libera a capacidade operacional da instituição para quem realmente precisa.
Principais lições para gestores hospitalares
A implementação da filosofia Choosing Wisely oferece lições valiosas que podem transformar uma unidade de saúde:
Otimização de recursos críticos
Especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), a campanha recomenda evitar o uso prolongado de antibióticos desnecessários, sedação excessiva ou a manutenção de dispositivos invasivos sem indicação precisa. Para o gestor, isso se traduz em menor tempo de internamento, redução de infecções hospitalares e melhor giro de leitos.
Combate ao desperdício e à sinistralidade
A gestão deve olhar para as listas de recomendações das sociedades de especialidades. Ao desestimular exames de triagem pré-operatória em cirurgias de baixo risco ou tomografias de controle sem alteração clínica, o hospital reduz custos operacionais diretos e evita glosas junto às operadoras de saúde, melhorando a sustentabilidade financeira.
Cultura de segurança do paciente
A lição mais importante é a de que fazer mais nem sempre significa fazer melhor. Gestores devem incentivar o uso do Protocolo de Cirurgia Segura e a revisão de condutas que imobilizam o paciente sem necessidade. Menos intervenções desnecessárias significa menos erros e maior satisfação do paciente.
Decisão baseada em dados e evidências
A Choosing Wisely ensina que a gestão deve ser amparada por protocolos clínicos robustos. Implementar checklists de pertinência antes da autorização de procedimentos de alto custo ajuda a padronizar a assistência e garante que a tecnologia seja usada de forma ética e eficiente.
A visão Rivio
Para o gestor hospitalar moderno, a Choosing Wisely é um direcionamento ético, mas também diretriz operacional. Focando no que é essencial, a gestão consegue equilibrar a balança entre a sustentabilidade econômica e a excelência clínica. Isso garante que o hospital seja acima de tudo um ambiente de assistência segura e consciente.
Esse pensamento se conecta com a filosofia da Rivio, que busca automatizar processos da gestão hospitalar para que os profissionais da saúde possam focar no que mais importa: cuidar da vida das pessoas.
A Rivio nasceu com o propósito de transformar a gestão hospitalar por meio de inteligência artificial. Ao automatizar análises, reduzir retrabalho e apoiar decisões com dados confiáveis, ajudamos hospitais a operar com mais eficiência, liberar tempo das equipes e criar as condições necessárias para focar na qualidade do cuidado e na experiência do paciente.



