
Tabela do SIGPAT: conheça essa ferramenta de gestão
Entenda como esse sistema gerencia a Tabela Unificada do SUS e impacta o faturamento hospitalar. Descubra as diferenças entre os sistemas, a importância da atualização constante e como a tecnologia é capaz de reduzir erros nas cobranças.
A sigla SIGPAT pode ser relacionada a diferentes sistemas, como o de Gestão de Pessoal e Admissões Temporárias (Juiz de Fora-MG) ou o de Patrimônio da Udesc. Porém, na área da saúde, o SIGPAT é o Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) do SUS.
Esse sistema é responsável por organizar, codificar e atualizar os valores de cada procedimento financiado pelo Sistema Único de Saúde. Para gestores e equipes que atuam no faturamento hospitalar, compreender o funcionamento do SIGPAT é uma necessidade estratégica para a saúde financeira.
Qualquer divergência entre o procedimento realizado e o código registrado pode gerar glosas, retrabalho e perda de receita. Neste artigo, você entende como o SIGPAT funciona e de que forma a tecnologia pode minimizar erros no gerenciamento dessas tabelas.
O que é e qual a função do SIGPAT?
O SIGPAT é a ferramenta oficial por meio da qual são processadas alterações técnicas, inclusões de novos procedimentos e ajustes de valores de OPME. Na prática, ele funciona como um repositório centralizado que sustenta o faturamento de milhares de instituições de saúde em todo o país.
Sempre que o Ministério da Saúde incorpora uma nova tecnologia ou redefine regras de compatibilidade, é o SIGPAT que formaliza essas mudanças. Ele permite que as novas diretrizes passem a valer efetivamente no processamento das faturas e repasses federais.
Para o faturista hospitalar, o sistema garante que a linguagem utilizada pelo hospital seja a mesma reconhecida pelo Governo. Isso evita o envio de lotes com códigos desatualizados ou inexistentes, reduzindo drasticamente o índice de rejeição de faturas.
Como se organiza a busca de procedimentos no SIGTAP?
A consulta no SIGTAP é estruturada para refletir a lógica oficial de organização da Tabela SUS. A busca está baseada em categorias, grupos e subgrupos, que determinam como cada atendimento deve ser registrado e cobrado de forma padronizada.
Na prática, o usuário pode localizar um procedimento a partir de diferentes caminhos, como o código do procedimento ou a descrição textual. Também é possível filtrar pelo grupo assistencial, tipo de financiamento e nível de complexidade do atendimento.
Cada resultado apresentado traz informações essenciais para o faturamento: valores, regras de compatibilidade e exigência de habilitação. Isso orienta se aquele procedimento pode ou não ser faturado nas condições em que foi realizado pela assistência.
Para equipes de faturamento e auditoria, compreender essa estrutura evita interpretações equivocadas. O domínio dessa hierarquia reduz erros de enquadramento e diminui o risco de glosas por uso inadequado de combinações de códigos não permitidas.
SIGPAT e SIGTAP: Entenda as diferenças no faturamento hospitalar
A confusão entre SIGPAT e SIGTAP é comum na rotina hospitalar devido à semelhança dos nomes. O SIGTAP (Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos) é a interface pública de consulta via web, utilizada para pesquisas diárias de valores e regras.
Por sua vez, o SIGPAT é o sistema que gerencia a manutenção e a importação da base de dados. É ele que gera o arquivo de atualização que o hospital deve importar mensalmente em seu software de gestão (ERP) para manter o faturamento em dia.
Compreender essa diferença é fundamental para o setor de faturamento e para a auditoria médica. Isso orienta corretamente onde buscar a informação normativa sempre que há uma atualização ministerial ou mudança em regras de OPME.
Por que o SIGPAT e o SUS importam para hospitais privados?
Embora o SUS seja público, boa parte da produção assistencial acontece dentro de hospitais privados e filantrópicos. Esses estabelecimentos atuam como prestadores de serviço contratados pelo poder público e são remunerados integralmente com base na Tabela SUS.
Na prática, isso significa que os atendimentos realizados por hospitais privados via SUS seguem regras e valores definidos nacionalmente. Qualquer erro na codificação desses itens impacta diretamente o repasse financeiro e a sustentabilidade da instituição.
O modelo de pagamento do SUS rege uma parte relevante da receita de muitas instituições privadas no Brasil. Portanto, o uso de tecnologias que automatizem o cruzamento de dados com o SIGPAT é essencial para evitar as perdas invisíveis no ciclo da receita.



