DRP hospitalar: conheça essa abordagem de logística assistencial

DRP hospitalar: conheça essa abordagem de logística assistencial

DRP hospitalar: conheça essa abordagem de logística assistencial

Rivio

Redação

27 de jan. de 2026

5 minutos

27 de jan. de 2026

5 minutos

Em um hospital, a indisponibilidade de um insumo crítico pode comprometer um tratamento, atrasar um procedimento ou colocar o paciente em risco. É por isso que a logística hospitalar precisa operar com o mesmo nível de precisão exigido da assistência clínica.

Nesse contexto, a DRP (Distribution Requirements Planning) hospitalar é o método que organiza, antecipa e garante o fluxo correto de materiais dentro da operação assistencial.

Para além de controlar o estoque, essa abordagem estratégica atua no planejamento de toda a distribuição dos itens. Define quais, em quais quantidades, para quais unidades e em que momento eles devem ser movimentados dentro do hospital ou da rede de saúde.

O que é DRP hospitalar na prática?

Antes de tudo, é importante ressaltar que a sigla DRP pode se referir a outros conceitos da área da saúde, como Drug Related-Problem (problema relacionados a drogas) e doença renal policística, ambas sem relação com gestão hospitalar.

Distribution Requirements Planning (ou Planejamento de Requisitos de Distribuição) é uma metodologia originalmente desenvolvida para a indústria, mas que foi adaptada à saúde para lidar com a complexidade da assistência. Enquanto no varejo a DRP responde ao mercado consumidor, no hospital ele responde à demanda assistencial.

Na prática, a DRP hospitalar cruza dados como:

  • consumo histórico por unidade assistencial;

  • giro de estoque por item;

  • lead time (tempo necessário de entrega) dos fornecedores;

  • agenda cirúrgica e perfil de procedimentos;

  • taxa de ocupação e sazonalidade de doenças.

Com base nessas variáveis, o sistema antecipa necessidades futuras, evitando tanto a ruptura quanto o excesso de estoque.

O que caracteriza a DRP no ambiente hospitalar?

Foco na demanda clínica, não apenas no consumo

Diferentemente de outros setores, a demanda hospitalar é influenciada por fatores clínicos e epidemiológicos. Um aumento de cirurgias ortopédicas, por exemplo, impacta diretamente a necessidade de próteses, materiais de síntese e medicamentos específicos. A DRP precisa antecipar esse cenário.

Operação com múltiplos pontos de distribuição

Hospitais operam com:

  • almoxarifado central;

  • farmácias satélites;

  • centros cirúrgicos;

  • UTIs e unidades de internação.

A DRP organiza a distribuição interna para garantir que cada ponto receba apenas o necessário para o consumo previsto, sem inflar estoques descentralizados.

Gestão de itens críticos e validade curta

Medicamentos de alto custo, materiais consignados e insumos com validade reduzida exigem planejamento rigoroso. A DRP permite controlar fluxo, lotes e prazos, reduzindo perdas por vencimento.

Como a DRP hospitalar é estruturado?

O planejamento de distribuição se apoia em três pilares:

Planejamento baseado em necessidade e demanda

A DRP projeta reposições antes que o estoque atinja níveis críticos. Em vez de reagir à falta, antecipa o risco.

Isso ocorre a partir do cruzamento de histórico de consumo, agenda assistencial e previsões operacionais.

Exemplo: se a taxa de ocupação da UTI aumenta e há previsão de surtos respiratórios, a DRP ajusta automaticamente a distribuição de medicamentos, dispositivos e materiais correlatos.

Eficiência no fluxo de distribuição

O objetivo da DRP não é apenas garantir disponibilidade, mas otimizar o fluxo.
Isso significa:

  • reduzir estoque parado nas unidades;

  • centralizar volumes estratégicos;

  • definir frequências ideais de abastecimento interno.

O resultado é menos capital imobilizado e maior previsibilidade logística.

Segurança e continuidade do cuidado

No hospital, logística é segurança do paciente. Uma DRP bem estruturado:

  • emite alertas de risco de ruptura;

  • prioriza itens de suporte à vida;

  • reduz compras emergenciais, que são mais caras e menos seguras.

Quando o abastecimento falha, o impacto é direto na assistência, e a DRP existe para evitar esse cenário.

DRP, ERP e gestão de materiais: qual a diferença?

Esses nomes têm relação entre si, mas se referem a papéis distintos:

  • ERP: sistema de gestão que registra e integra dados de todas as áreas (financeiro, compras, RH, prontuário).

  • Gestão de materiais: conjunto de processos operacionais de controle de estoque, compras e recebimento.

  • DRP: inteligência de planejamento que decide quando, quanto e para onde os itens devem ser distribuídos.

Em resumo:

ERP registra o que aconteceu; DRP planeja o que precisa acontecer a fim de que a operação não pare.

Por que a DRP é estratégica para a gestão hospitalar?

Os custos com suprimentos podem representar até 30% das despesas operacionais de um hospital. Uma DRP bem implementada gera impactos diretos:

Redução de perdas por vencimento e obsolescência.

  • Melhor uso do capital de giro, com estoques mais enxutos.

  • Menos compras emergenciais, que elevam custos e riscos.

  • Maior previsibilidade assistencial, com continuidade do cuidado.

A DRP ajuda a manter a segurança clínica e a sustentabilidade financeira de um hospital. 

A visão Rivio

Gerenciar manualmente as necessidades de distribuição em hospitais complexos é um processo sujeito a falhas, atrasos e decisões reativas. A Rivio utiliza inteligência artificial aplicada à logística hospitalar para chegar aos mesmos objetivos da DRP: eficiência logística, sustentabilidade financeira e segurança do paciente.

Nossas soluções analisam padrões complexos de consumo, comportamento assistencial e variáveis operacionais para prever demandas com maior precisão, conectando o planejamento logístico diretamente à realidade do leito e do cuidado. 

Rivio, a inteligência artificial 

dos hospitais eficientes

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