Saúde digital: conheça o atual cenário brasileiro

Saúde digital: conheça o atual cenário brasileiro

15 de jan. de 2026

Tecnologia e inovação

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Dicas de Auditoria Médica
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Saúde digital é um conceito ligado ao uso de tecnologias de informação e comunicação para apoiar, otimizar ou realizar serviços de saúde. Ele engloba práticas como telessaúde (como teleconsultas e telemonitoramento), registros eletrônicos, aplicações móveis de saúde (mHealth), análise de dados e soluções de inteligência artificial aplicadas à atenção e gestão clínica.

No Brasil, é crescente o uso da tecnologia digital para ampliar o acesso, melhorar a eficiência dos serviços de saúde e gerar dados que apoiem decisões clínicas e administrativas. Este artigo mostra como está o cenário da saúde digital no país e os desafios para os próximos anos.

Panorama da saúde digital no Brasil

No contexto brasileiro, a saúde digital ganhou protagonismo a partir de 2020, com as necessárias adaptações a partir da pandemia de covid-19. Sua consolidação, contudo, tem ido muito além de uma resposta emergencial. A tecnologia digital tem o potencial de reduzir desigualdades regionais, aumentar a eficiência operacional e qualificar o cuidado prestado ao paciente, tanto no sistema público quanto no privado.

A evolução da saúde digital no país pode ser observada por meio do Painel de Indicadores da Saúde Digital Brasil (SDB), publicado em 2025. Essa iniciativa traz um recorte objetivo sobre comportamento, acesso e desfechos dos atendimentos digitais no Brasil entre 2020 e 2025.

Segundo o painel, quase 8 milhões de atendimentos digitais foram realizados no período analisado. Em 2020, o volume anual era da ordem de centenas de milhares de consultas; em 2025, ultrapassou 3 milhões de atendimentos. Um crescimento exponencial e sustentado da telemedicina no país.

Fonte: https://saudedigitalbrasil.com.br/painel-de-indicadores/

Estados com maior número de atendimentos

Dos cinco primeiros estados em número de atendimento, três são da região Sudeste, um do Sul e o Distrito Federal. Esses cinco estados representam 51% dos mais de 7,98 milhões de atendimentos realizados no período analisado.

Fonte: https://saudedigitalbrasil.com.br/painel-de-indicadores/

Para chegar a um cenário mais preciso da desigualdade regional, o estudo também levantou o número de atendimentos por 100.000 habitantes. Assim é possível avaliar melhor os números de forma proporcional à população. Nesse quesito, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 9.800 atendimentos, e o Piauí é o estado com a menor quantidade proporcional, 500 atendimentos.

Fonte: https://saudedigitalbrasil.com.br/painel-de-indicadores/

Em relação aos recursos para pagamento das consultas, cerca de 42% são provenientes de planos de saúde regulados pela ANS, 31% por empresas para cobertura de seus colaboradores, 8% pelo SUS. Os outros 19% vêm de outras fontes ou não foram informados ao estudo.

A telemedicina é resolutiva na prática clínica?

Os indicadores do SDB demonstram que a telemedicina no Brasil apresenta alto grau de resolutividade clínica. Aproximadamente 73% dos atendimentos digitais são concluídos no próprio ambiente remoto, sem necessidade de encaminhamento para consulta presencial. Esse dado mostra que a telemedicina não atua apenas como triagem, mas como modelo assistencial capaz de resolver demandas clínicas reais.

A grande maioria das consultas ocorre por videoconferência, o que garante maior qualidade na avaliação clínica. Além disso, os atendimentos digitais resultam em desdobramentos clínicos importantes: uma parcela significativa gera solicitações de exames, emissão de atestados e prescrições, inclusive de medicamentos controlados, respeitando os marcos regulatórios vigentes.

O percentual de encaminhamentos presenciais é relativamente baixo, portanto o uso adequado da saúde digital contribui para desafogar serviços físicos, otimizar agendas e direcionar o atendimento presencial apenas para casos que realmente demandam avaliação in loco.

Quais são os principais desafios da saúde digital no Brasil?

Apesar do avanço expressivo, a consolidação da saúde digital no Brasil ainda enfrenta desafios estruturais.

Um dos principais é a interoperabilidade entre sistemas. A fragmentação de plataformas, prontuários e bases de dados dificulta a continuidade do cuidado e limita o uso estratégico das informações clínicas ao longo da jornada do paciente.

Outro ponto crítico é a desigualdade de acesso à infraestrutura digital. Regiões com baixa conectividade ou populações com menor letramento digital enfrentam barreiras adicionais para usufruir plenamente dos serviços de telessaúde, o que exige políticas públicas específicas e soluções adaptadas à realidade local.

A integração da saúde digital ao SUS também requer atenção. Embora existam iniciativas bem-sucedidas, a escala nacional exige padronização de fluxos, investimentos contínuos em tecnologia e capacitação profissional.

Por fim, a proteção de dados e a segurança da informação são aspectos centrais. O tratamento de dados sensíveis em saúde deve atender rigorosamente à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, com governança, rastreabilidade e controles robustos em toda a cadeia assistencial.

Tendências para o futuro da saúde digital no país

Os dados do Painel da SDB indicam que a saúde digital no Brasil tende a evoluir para modelos mais integrados e contínuos de cuidado. A teleconsulta deve entrar cada vez mais na rotina dos brasileiros, junto com estratégias de acompanhamento como telemonitoramento de pacientes crônicos.

Outra tendência é o uso crescente de dados clínicos digitais como ativo estratégico, apoiando planejamento assistencial, gestão de risco, auditoria, faturamento e formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

Nesse contexto, tecnologias como inteligência artificial, automação de processos e análise preditiva ganham espaço, não para substituir profissionais, mas para ampliar a capacidade analítica, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência do sistema de saúde.

A visão Rivio

A consolidação da saúde digital no Brasil evidencia que o valor não está apenas no atendimento remoto, mas na capacidade de transformar dados clínicos em inteligência operacional e financeira. À medida que o volume de atendimentos digitais cresce, aumenta também a complexidade da gestão da informação, da auditoria e do ciclo da receita hospitalar.

A Rivio nasceu com o propósito de transformar a gestão hospitalar por meio de inteligência artificial. Em um cenário cada vez mais pressionado por custos, complexidade regulatória e ineficiências operacionais, acreditamos que a tecnologia é o caminho para devolver previsibilidade financeira, escala e inteligência aos processos administrativos da saúde.

Nossa visão é clara: construir o melhor sistema operacional da saúde na América Latina, começando pelo ciclo da receita hospitalar. Ao automatizar análises, reduzir retrabalho e apoiar decisões com dados confiáveis, ajudamos hospitais a operar com mais eficiência, liberar tempo das equipes e criar as condições necessárias para focar no que realmente importa: a qualidade do cuidado e a experiência do paciente.

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