
Formado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, Lucas Santos construiu uma rápida trajetória em engenharia de software atuando em projetos de alta complexidade nos setores de saúde, finanças, varejo e tecnologia.
Desde o início de sua formação, já demonstrava afinidade com desafios técnicos, sistemas distribuídos e trabalhos end-to-end, o que o levou a participar de variados projetos, como soluções para a BMW e iniciativas open source como o KernelCI Dashboard, utilizado por mantenedores do Linux ao redor do mundo.
Durante a pandemia de covid-19, decidiu colocar a tecnologia a serviço da sociedade. Ao lado de um parceiro, desenvolveu um aplicativo de rastreamento e conscientização que reunia orientações de prevenção e dados atualizados sobre casos em cidades do interior paulista e do sul de Minas. A experiência demonstrou na prática como soluções tecnológicas ajudam a salvar vidas.
Na Rivio desde dezembro de 2025 como software AI engineer, contribui para o desenvolvimento de pipelines inteligentes de processamento de documentos e agentes de IA que automatizam etapas críticas do ciclo de receita hospitalar.
Seu trabalho está diretamente ligado à missão da empresa de tornar os processos hospitalares mais eficientes e confiáveis, utilizando inteligência artificial para transformar dados complexos em decisões mais rápidas e mais seguras.

O curso de Ciência da Computação na Unifei abriu o caminho para Lucas em projetos tecnológicos de alta complexidade

Ao criar um aplicativo em meio à pandemia, Lucas e um amigo perceberam como a tecnologia ajuda a salvar vidas
Qual foi o impacto da sua formação em Ciência da Computação na carreira que você construiu?
Lucas Santos – A Universidade Federal de Itajubá foi essencial para moldar minha forma de pensar. Participei de maratonas de programação, o que me deu uma base muito forte em lógica, algoritmos e resolução de problemas sob pressão.
Meu primeiro contato profissional veio em um estágio na Prefeitura de Itajubá, atuando em projetos do Procon daquela cidade, onde pude ver na prática como sistemas bem construídos impactam diretamente a vida das pessoas.
Além disso, fui bolsista em um projeto de mapeamento municipal no Núcleo de Estudos Integrados Urbanos da Unifei. Trabalhar com dados reais, de uso público, me mostrou desde cedo o poder da tecnologia como ferramenta de planejamento, transparência e transformação social.
Em que momento você percebeu que havia tomado a decisão certa de carreira?
Lucas Santos – Percebi que estava no caminho certo ainda no início da minha trajetória, quando trabalhava em um projeto do Procon e utilizava o framework Flutter. Foi ali que me apaixonei de vez pelo desenvolvimento: entender um problema concreto, transformar isso em software e ver as pessoas usando aquilo no dia a dia foi algo marcante.
Pouco depois, veio um dos momentos mais difíceis da nossa geração, que foi a pandemia de covid-19. Diante daquele cenário, senti que precisava usar a tecnologia para ajudar de alguma forma. Junto com um amigo, desenvolvi um aplicativo de rastreamento e conscientização, que reunia informações sobre prevenção, cuidados e também dados de casos em cidades pequenas, como São Bento do Sapucaí (minha cidade, no interior de São Paulo), além de municípios do Vale do Paraíba (SP) e do Sul de Minas.
Ver pessoas utilizando aquela solução para se informar, se proteger e tomar decisões melhores em um período tenso da humanidade foi a confirmação de que eu havia escolhido a profissão certa. Ou seja, estava usando a tecnologia para gerar impacto efetivo na vida das pessoas e no momento em que elas mais precisavam.
Você já atuou em setores e áreas muito diferentes. O que essa diversidade tem contribuído para a sua formação como engenheiro?
Lucas Santos – A diversidade de áreas e setores me ensina a enxergar padrões. Apesar de os domínios serem diferentes, os problemas estruturais costumam ser parecidos, com dados inconsistentes, processos manuais e sistemas que em geral não escalam. As vivências em frontend, backend, mobile e IA – e em finanças, varejo, automotivo e agora saúde – me tornaram mais adaptável e têm me proporcionado uma visão mais sistêmica.
Em que momento você percebeu que queria trabalhar com impacto real na vida das pessoas, e não apenas com tecnologia?
Lucas Santos – Desde o início da minha carreira senti a necessidade de enxergar o impacto daquilo que eu estava construindo. Isso foi o que me motivou desde o aplicativo de monitoramento de casos de covid-19 até os projetos mais recentes. Foi essa busca por propósito que me levou a aceitar o desafio de entrar na Rivio, onde cada solução desenvolvida tem um efeito direto na eficiência dos hospitais e, consequentemente, na vida das pessoas que precisam de atendimento.
Foi por isso que você quis trabalhar na Rivio?
Lucas Santos – Sim, foi a combinação entre um desafio concreto, a oportunidade de crescimento profissional e o reflexo na vida das pessoas. A Rivio reúne um time incrível, líderes com histórico de sucesso e um ambiente que estimula inovação e responsabilidade.
Não é apenas sobre o que a empresa é hoje, mas sobre o que estamos construindo para o futuro e o impacto que eu posso ajudar a criar ao longo dessa jornada.
O que mais te desafia hoje como engenheiro?
Lucas Santos – Utilizar a inteligência artificial como uma ferramenta que realmente potencializa o nosso trabalho, e não apenas como uma LLM (modelo de linguagem) que gera respostas. Meu foco é integrá-la de forma inteligente aos fluxos de negócio, fazendo com que a IA faça parte de todo o processo desde a entrada de dados até a tomada de decisão.
Fora da tecnologia, o que mais te define como pessoa?
Lucas Santos – Minha família é tudo para mim. Tive o privilégio de crescer muito próximo dos meus avós, tios, primos e com pais extremamente presentes, que ajudaram a moldar quem eu sou. Tento retribuir esse cuidado sendo uma referência para meus irmãos mais novos. Tenho um irmão de 15 anos que, se decidir seguir a área de tecnologia, terá todo o meu apoio, e uma irmã de 6 anos que é meu xodó, faço tudo por ela. Eles me lembram diariamente por que vale a pena construir algo que tenha impacto no futuro.
Como você recarrega as energias fora do trabalho?
Lucas Santos - Gosto muito de praticar musculação, o que me ajuda a manter disciplina e foco. E sou uma pessoa apaixonada por competições esportivas. Acompanho futebol, futebol americano, basquete e e-sports como Counter-Strike e League of Legends.
Também gosto de ler, às vezes leio dois livros ao mesmo tempo. No momento, estou lendo "Como fazer amigos e influenciar pessoas", de Dale Carnegie, e "O programador pragmático", de Andy Hunt e Dave Thomas. Esse interesse reflete meu gosto por escrever e compartilhar aprendizados. Também por isso costumo publicar artigos no Medium: https://medium.com/@devlucassantoss.
Sobre quais temas você costuma escrever para o Medium?
Lucas Santos – Costumo escrever a partir das minhas experiências profissionais, principalmente para explicar projetos interessantes dos quais participei e compartilhar aprendizados sobre temas que considero complexos. Meu objetivo é transformar esses assuntos em conteúdo de fácil entendimento, ajudando outras pessoas a aprender com desafios reais do dia a dia em tecnologia.
Para quem está fora, como você resumiria a experiência de trabalhar na Rivio?
Lucas Santos – É um ambiente onde todos estão unidos em torno de um propósito maior. Existe um senso real de colaboração, feedback constante e vontade autêntica de evoluir. Aqui, percebo que o crescimento não é individual, e sim coletivo. Cada conquista é do time e cada desafio tem sido encarado como uma oportunidade de aprender e de construir algo melhor juntos.
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Estamos reunindo gente que sonha alto, que deseja fazer o que nunca foi feito e pretende deixar um legado. Valorizamos a execução com velocidade e excelência e o aprendizado contínuo.
Talento e coragem, juntos, costumam mudar o rumo da humanidade. Ao tornar a gestão dos hospitais mais fluida e eficiente, ajudamos a salvar vidas. Isso também é mudar a humanidade.
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