Talentos Rivio: Gustavo Caruso, Head of Deployment

Talentos Rivio: Gustavo Caruso, Head of Deployment

Talentos Rivio: Gustavo Caruso, Head of Deployment

Rivio

Redação

14 de abr. de 2026

5 minutos

14 de abr. de 2026

5 minutos

Formado em Ciência da Computação pela Unicamp e com passagem acadêmica pela Universidade de Waterloo pelo programa Ciências sem Fronteiras, Gustavo Caruso vem construindo sua carreira em alguns dos ambientes mais desafiadores do mundo.

No Goldman Sachs, trabalhou com tecnologia financeira de alta criticidade, modernizando cálculos de P&L e construindo plataformas de precificação de derivativos. Lá aprendeu que em ambientes de pressão real não há espaço para hesitação: o problema precisa ser resolvido, e rápido. Na Amazon, absorveu uma das culturas de engenharia mais sólidas do mundo, construindo produtos globais de compliance para operações logísticas em escala.

Na Palantir, onde esteve por quase 3 anos e meio antes de ir para a Rivio, viveu uma experiência singular ao trabalhar imerso nas rotinas e desafios dos clientes. Ali aprendeu que tecnologia só tem valor quando nasce próxima do problema. Essa vivência moldou sua visão: a diferença entre uma entrega mediana e uma transformação profunda está em quantas horas se passa ao lado de quem realmente usa o que se constrói.

Noivo de Rafaela e pai da golden retriever Leia Skywalker, Caruso sempre alimentou o sonho de criar algo que impactasse diretamente a vida das pessoas. Esse propósito se concretizou em 2025, quando chegou à Rivio, empresa que está revolucionando a gestão hospitalar no Brasil. Para ele, unir o desafio de construir do zero, o compromisso de devolver ao país o investimento que recebeu em sua formação e o impacto de cuidar da saúde das pessoas é a realização de um chamado pessoal e profissional.

Fora do trabalho, sua curiosidade é quase ilimitada. Seu histórico de buscas no YouTube desafia qualquer algoritmo: física e astrofísica, cultivo de hortaliças, adestramento de cães, alta gastronomia, instalações elétricas, fisiologia do exercício, investimentos em renda variável, aplicações inusitadas de inteligência artificial e melhores momentos de eventos esportivos. Essa diversidade de interesses, longe de ser dispersão, é combustível para conectar ideias de formas inesperadas e aprende continuamente, o que ele considera a sua verdadeira motivação.

Por que você escolheu vir para a Rivio?

Gustavo: Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de construir em alguns dos ambientes mais exigentes do mundo. Trabalhei com pessoas brilhantes, enfrentei problemas que exigiram o meu melhor e aprendi o que é tecnologia e execução em escala real. Mas chegou um momento em que senti o chamado de voltar à origem: construir algo do zero, com velocidade, com as mãos na massa, e com a chance de moldar não só o produto, mas a cultura e os processos desde o primeiro dia.

Mas sabemos que tem algo que vai além da sua ambição profissional.

Gustavo: Sim, exato. Eu estudei em universidade pública e fiz um intercâmbio financiado pelo governo federal. Ou seja, o Brasil investiu em mim e eu sempre soube que precisava, um dia, devolver isso de forma concreta. Fazer parte de uma empresa que transforma o setor da saúde no Brasil é uma das formas mais significativas de honrar esse débito.

No fundo, sempre quis trabalhar em algo que, ao final do dia, impactasse positivamente a vida das pessoas. Na Rivio, essas três coisas convergem: o desafio de construir, o propósito de devolver e o impacto de cuidar.

Como você vê a cultura de tecnologia na Rivio comparada à de outros players de IA?

Gustavo: A cultura de tecnologia que estamos construindo na Rivio parte de uma premissa simples, mas que faz toda a diferença: não buscamos apenas engenheiros excelentes. Buscamos protagonistas.

Isso significa reunir pessoas inteligentes e com propósito, dispostas a trabalhar duro e, acima de tudo, com ambição e disposição de vencer. Mas o verbo “vencer” aqui na Rivio tem um significado específico e especial: vencer significa entregar valor real para os hospitais do Brasil e para os pacientes.

Você consegue explicar para quem está fora como se traduz, internamente, esse significado específico do verbo vencer?

Gustavo: Vou dar um exemplo: não adianta ser o melhor desenvolvedor do mundo se você não consegue entender o problema de negócio, não consegue comunicar sua solução com clareza ou não consegue enxergar como aquela funcionalidade move o ponteiro para o hospital.

O que nos diferencia de outros players de IA não é só a qualidade técnica; é essa combinação de profundidade técnica com visão estratégica e senso de dono.

Essa combinação é perceptível no dia a dia de quem trabalha aqui?

Gustavo: É muito clara. Em muitas empresas de tecnologia existe uma separação entre quem “pensa o produto” e quem “executa”. Na Rivio, estamos nos esforçando para romper com isso. Cada pessoa do time precisa ser capaz de transitar entre os dois mundos.

No fim, estamos montando um time em que cada pessoa, individualmente, eleve o nível de todo o resto. Não pelo ego, mas pelo exemplo.

Conte-nos um momento memorável que você tenha vivido na sua carreira e que pode impactar nesse novo desafio.

Gustavo: Um dos momentos mais marcantes da minha carreira foi aprender, na prática, o que significa ser verdadeiramente focado no cliente.

Na Palantir, vivi de perto o conceito de Forward Deployed — que eles não apenas criaram como elevaram a uma filosofia de trabalho. Passei semanas longe de casa, embarcado no cliente, sentado ao lado de quem efetivamente sentia as dores no dia a dia. Não era uma visita distante ou apenas de descoberta.

Era uma imersão total, ou seja, era essencial mapear e executar os processos existentes para entender o problema de verdade, imaginar novas versões desses processos, e só então trazer tecnologia para transformar a realidade.

Iterávamos em diferentes soluções com quem estava na ponta, colhíamos resultados e apresentávamos os impactos aos sponsors. E o ciclo se repetia.

Pelo modo entusiasmado como você descreve, essa experiência teve papel decisivo na sua carreira.

Gustavo: Teve. Essa experiência na Palantir mudou a forma como eu penso sobre tecnologia, mudou inclusive o que, até então, eu entendia sobre engenharia. Aprendi que a solução mais sofisticada do mundo não vale nada se foi construída longe do problema real.

Você é considerado, pelos seus colegas, um profissional detalhista e minucioso. Isso é fato?

Gustavo: Sim, sempre tive o hábito de mergulhar profundamente nos assuntos que me interessam ou nos temas que preciso dominar. Acredito que os detalhes fazem diferença, tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Um exemplo fora do trabalho foi quando adotei minha cachorra Leia Skywalker, ainda filhote, com 58 dias de vida. Antes mesmo de trazê-la para casa, passei semanas estudando. Assisti a vídeos no YouTube, li materiais sobre a raça e sobre comportamento animal, conversei com especialistas e organizei um plano de adestramento. Para mim, não bastava apenas “ter um cachorro”. Eu queria entender sua personalidade, suas necessidades e como criar um ambiente saudável para ela se desenvolver.

Outro exemplo está na cozinha. Quando decido preparar um prato, não me limito à receita em si. Vou atrás da história daquele prato, do contexto em que surgiu, das técnicas envolvidas e até das variações regionais, se necessário. Isso me ajuda a executar melhor a receita, mas também a compreender o porquê por trás de cada detalhe.

Essa postura sua se reflete no trabalho?

Gustavo: 100%. Acredito que este comportamento se traduz em engenharia e em produto. Não me contento em apenas escrever código ou entregar uma feature. Preciso entender o problema de negócio, mapear os processos existentes, conversar com quem sente a dor no dia a dia e só então desenhar a solução. Essa minúcia garante que o que construímos não seja apenas tecnicamente sofisticado, mas também relevante e transformador para quem vai usar.

Ser detalhista não é buscar o perfeccionismo vazio, mas buscar profundidade para que cada entrega, seja um prato, um cachorro bem treinado ou uma solução tecnológica, seja consistente e me orgulhe.

Você acha que estas características são importantes para integrar o time de tecnologia da Rivio?

Gustavo: Não necessariamente estas, pois cada profissional tem suas próprias características. Mas tem características que são essenciais, algumas que não podemos abrir mão.

Posso dizer que um bom fit para o time de tecnologia da Rivio não se define por um stack específico ou pelo currículo. Um bom fit, aqui, se define por como a pessoa pensa e age. Na prática, buscamos pessoas que tenham profundidade técnica, mas que não se escondam atrás dela. Que consigam transitar com naturalidade entre o código e a conversa com o cliente, entre a solução e o problema de negócio que ela precisa de fato resolver. Entender de tecnologia é meio, não é um fim em si.

Há outras características que você considera importantes para um tech se adaptar à cultura Rivio?

Gustavo: Buscamos gente que queira ser protagonista. Não nos contentamos com o profissional que espera a tarefa chegar. Valorizamos aquele que identifica o problema antes de todo mundo e já chega com hipóteses, com propostas, com tentativas de solução. Procuramos quem tem vontade de vencer, mas, como comentei antes, vencer aqui na Rivio significa entregar impacto verdadeiro e consistente na vida de quem usa o que construímos.

E quanto ao propósito profissional, como você enxerga?

Gustavo: Deixei este ponto por último, mas é o mais importante: o propósito da área onde atuamos. Estamos transformando o setor de saúde no Brasil, estamos revolucionando a gestão dos hospitais brasileiros, e isso exige pessoas que se importem com o que estão construindo. Não dá para fingir isso no longo prazo.

E as pessoas que você encontra na Rivio não fingem. Cada engenheiro desse time acredita de verdade que o que está construindo vai aparecer na vida real de alguém — dentro de um hospital, numa UTI, na rotina de quem cuida de quem a gente ama. Esse é o nível de comprometimento que buscamos. E é o que define o time que estamos montando.

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