Talentos Rivio: Filipe Xavier, Principal Software Engineer

Talentos Rivio: Filipe Xavier, Principal Software Engineer

Talentos Rivio: Filipe Xavier, Principal Software Engineer

Rivio

Redação

6 de mai. de 2026

5 minutos

6 de mai. de 2026

5 minutos

Filipe Xavier atua na Rivio como Principal Software Engineer, liderando a arquitetura e a construção de sistemas distribuídos escaláveis que servem como espinha dorsal da tecnologia da empresa. 

Formado em Ciência da Computação pela Universidade de Cuiabá (Unic), Filipe tem mais de 12 anos de experiência em engenharia de software, com um histórico focado em construir e escalar sistemas complexos utilizados por milhões de usuários. Sua carreira combina profunda expertise técnica com visão de produto e execução ágil. 

Um diferencial técnico marcante de Filipe é sua contribuição ativa para a comunidade Open Source. Ele é contribuidor de grandes projetos globais, como o Kernel do Linux e o Kubernetes, o que demonstra sua capacidade de operar em alto nível técnico e resolver problemas fundamentais de ponta a ponta.

Fora do ambiente de desenvolvimento, ele se dedica ao estudo de investimentos e não dispensa um bom churrasco — de preferência acompanhado de sua coleção de pimentas.

Liderando times, sistemas, a churrasqueira ou o pedal, Filipe sempre mantém a atenção aos detalhes

Por que você escolheu vir para a Rivio?

Filipe: Eu vim pelo desafio de construir algo transformador "from scratch" (do zero), e aprender durante toda a jornada. 

Transformar o ciclo de receita dos hospitais, deixando no passado o modelo manual e artesanal e implantando um sistema 100% tecnológico e escalável a partir do uso de agentes de IA, tem reflexos diretos na vida de milhões de brasileiros. Isso me entusiasma. 

Parece simples, mas o nosso propósito de permitir que os hospitais cuidem da saúde dos pacientes enquanto nós cuidamos da saúde dos hospitais gera uma revolução na qualidade de vida do país.  E esse é um sonho de todo técnico e especialista, quando ele percebe reflexo direto na vida das pessoas, quando ele percebe que está desenvolvendo de fato uma melhoria para a sociedade.  

Como é a cultura de tecnologia na Rivio?

Filipe: A nossa cultura de tecnologia combina excelência técnica com obsessão pelo cliente. O nível dos engenheiros de inteligência artificial que atuam na Rivio pode ser considerado alto, mas o objetivo não é “tech pela tech”. Nossa prioridade é a resolução de dores reais da gestão operacional dos hospitais.

Além disso, trabalhamos lado a lado com o time de Produto. Essa sinergia nos permite participar ativamente da definição do roadmap e das prioridades, trazendo dados, aprendizados de clientes e viabilidade técnica para a mesa. Também gostamos de estar lado a lado com os enfermeiros auditores, são eles que trazem as dores mais importantes ou mais urgentes de nossos clientes.  

Aqui dentro da Rivio todos valorizam ownership, rapidez com qualidade e decisões pragmáticas orientadas a impacto. 

Conte-nos um momento importante que você já tenha vivido na Rivio.

Filipe: Um momento muito especial foi o dia em que entregamos um produto inédito para atender, pela primeira vez no país, todo o ciclo da receita hospitalar, desde auditoria até pós-faturamento. Foram 100 dias muito intensos, sem fins de semana, trabalhando de dia e nas madrugadas.

Consideramos aquele período uma gincana tech, onde tínhamos objetivos bem definidos e um prazo para cumprir. Ao final do processo, quando fizemos a conexão direta com os hospitais para testar o serviço desenvolvido, foi uma emoção muito grande. Abrimos até um espumante para marcar aquele momento.

Não era uma celebração, mas um registro de uma etapa muito importante para nós pessoalmente, para a empresa também, mas especialmente para a saúde brasileira. Percebemos que não era mais um produto colocado no mercado, mas um diferencial para um setor cuja área administrativa e operacional não tinha acompanhado o mesmo estágio de desenvolvimento da área clínica.

O que, na sua opinião, podemos considerar um bom fit para integrar o time de tech e inteligência artificial da Rivio?

Filipe: Um bom fit para o time de tech da Rivio envolve pelo menos a vontade de aprender e não ter receio de experimentar. Queremos trabalhar com profissionais que mantenham o modo “curiosidade” ligado permanentemente, gente com fome de aprender e de se aprofundar tecnicamente, engenheiros que busquem conhecimento de forma constante e proativa. É fundamental ser um tech que não se contenta com a teoria, mas ao contrário faz questão de experimentar, testar e gerar valor.

Alguma outra característica você considera importante no momento da contratação de sua equipe?

Filipe: Sim, levamos em conta a visão estratégica desta pessoa. Sempre avaliamos se a pessoa procura entender todo o cenário e o contexto, e não apenas o seu pedaço de código. Tentamos identificar um profissional que saiba conectar a técnica à necessidade do negócio. E também valorizamos o que se chama de “perfil troubleshooter" raiz, ou seja, aquela pessoa que resolve o problema, independente de qual for a sua complexidade, da camada da infraestrutura ou da regra de negócio. Tem de resolver? Resolve.

Você é conhecido entre seus colegas também pelo cuidado e carinho com que prepara um assado de costela, um tipo de churrasco que exige mais de 12 horas de dedicação. Esse zelo, essa disciplina, ela reflete algum comportamento que você aplica na sua atividade profissional?

Filipe: Posso dizer que preparar uma costela no fogo lento é quase uma arte. É assim que eu considero, pelo menos. Não basta colocar a carne na brasa. É preciso planejar, comprar os produtos adequados, escolher o corte certo da carne e os temperos mais harmonizados com o corte, preparar o ambiente, controlar o fogo e respeitar o tempo que a carne precisa para chegar ao ponto esperado. Esse processo exige paciência, atenção aos detalhes e uma confiança de que o resultado virá se cada etapa for conduzida com cuidado.

No trabalho de um engenheiro de sistemas acontece algo muito parecido. Projetos complexos não se resolvem de forma imediata. Em geral, exigem planejamento, seleção criteriosa de dados, construção de uma arquitetura consistente e ciclos de testes e de ajustes. Assim como no churrasco, entendo que cada detalhe faz diferença. A temperatura da brasa ou o tempero certo se traduzem, no mundo da IA, em parâmetros bem calibrados, linhas de código precisas e modelos ajustados.

No fim, posso assegurar que o prazer é o mesmo. Ver o resultado, seja na satisfação dos convidados diante de uma costela perfeita ou na experiência dos clientes que recebem uma solução tecnológica confiável e transformadora dão satisfação a quem conduz o processo. Acho que meu lado assador e meu lado engenheiro conversam entre si.

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